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O Bico de Gás



Domingo, 30.11.08

Dois pontos de vista

«[...]na reunião da Comissão Política do partido, José Sócrates defendeu que a avaliação docente vai prosseguir porque já extravasou o âmbito exclusivo da Educação, sendo agora uma causa do partido, do Governo e dele próprio.»

Sócrates chama a si e ao seu Governo a defesa da avaliação dos professores. Tal decisão pode ter duas leituras. A mais veiculada será o cerrar de fileiras para defesa da opção da avaliação, mas também poderá ser vista como a assunção da inabilidade de Maria de Lurdes Rodrigues em gerir o processo por si só. Será solidariedade ou a simples protecção da Ministra da Educação que move Sócrates?

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às 19:26

Domingo, 30.11.08

Sobre a bondade

Como muito bem analisa Manuel António Pina (Notícias Magazine), a bondade "de todo o coração" não existe por lhe faltar inocência. Ela encerra em si algum egoísmo, é indubitavelmente interesseira. Temendo uma linearidade irreal, digo que nos resta pesar a bondade desapegada em contraposição aos interesses egoístas. E dessa comparação resta...
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às 14:24

Sexta-feira, 28.11.08

O Silêncio das Palavras


ASENSIO

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às 20:34

Segunda-feira, 24.11.08

Lamento mas...

Ao contrário do que acredita Marcelo Rebelo de Sousa, se o PS não conseguir atingir a maioria absoluta, isso dificilmente poderá ser considerado uma vitória de Manuela Ferreira Leite ou do PSD. A meu ver, o esvaziamento dessa maioria "socialista" acontecerá pela mão dos partidos de esquerda, devido à fuga dos canhotos desiludidos. Depois de 2009 não me surpreenderei se Cristo descer enfim à terra.
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às 19:33

Segunda-feira, 24.11.08

Espelhos

«"Aquilo não é um partido político, aquilo é uma organização que, às vezes, Meu Deus, até me faz lembrar a máfia siciliana, é que não tem princípios, nem valores, o partido diz-se socialista mas não é socialista, promete uma coisa, faz outra, a única coisa que nós dizemos que é constante naquele partido é a conquista do poder e a sua manutenção a qualquer preço", concluiu.[Alberto João Jardim]»

O paralelo é inevitável e Alberto João Jardim fá-lo na perfeição. Este desabafo poderia também ser aplicado à definição do PSD. Um partido de ideologia cata-vento, que só sobrevive sob a alçada do poder, inundado de barões, baronetes, padrinhos e afilhados, afamado por se servir do Estado e não por servi-lo. Foi a alternância nestes dois pólos que nos trouxe até aqui.

ASENSIO

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às 19:24

Sábado, 22.11.08

Onde é que já ouvi isto?

«O presidente-eleito dos EUA anunciou um ambicioso plano de relançamento económico onde é estabelecida a meta de criação de 2,5 milhões de empregos até 2011.»

Ideia socrática.
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às 14:19

Sábado, 22.11.08

Ridículo

Mais uma vez (depois do marketing à Pescanova ou a feirante actuação na Cimeira Ibero-Americana) o Primeiro-Ministro de Portugal surge como publicitário, desta vez discursando em frente ao consorcio Renault-Nissan, promovendo o Automagalhães.

E este é um ridículo infecto-contagioso, que me impregna. Não pode ser esta a função do PM português.
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às 14:02

Sábado, 22.11.08

Omnipresente

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às 13:40

Quinta-feira, 20.11.08

Significados

rotunda, s.f. espécie de estrutura rodoviária, do reino fungi, que pulula e se multiplica em climas de pré-escrutínio autárquico. Reproduz-se por intermédio do cruzamento de duas ou mais vias de tráfego. Tem como função principal fazer-se passar por "obra feita", legitimando assim o trabalho do seu criador, o autarca. Pode ou não ter adornos, sendo que, quando possui qualquer tipo de embelezamento, este se caracteriza pelo seu extremo mau gosto.
___________________________________________________
Caderno de Encargos de uma Qualquer Autarquia Portuguesa
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às 12:33

Quarta-feira, 19.11.08

Meia palavra

Da Garantia da Paz Perpétua

O que subministra esta garantia é tão só a grande artista, a Natureza (natura daedala rerum), de cujo curso mecânico transparece com evidência uma finalidade: através da discórdia dos homens, fazer surgir a harmonia, mesmo contra a sua vontade. [...]
_____________
A Paz Perpétua
Immanuel Kant

Apenas a supressão de liberdades determina o fim do conflito. Ora a democracia não é a ausência de conflito, pelo contrário, ao espírito democrático cabe a tarefa de gerir os antagonismos. A harmonia surgirá pela mão de quem, em vez de saudar o fim do conflito, interiorizar que este existe e conseguir conciliar convicções divergentes.

ASENSIO

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às 20:19

Quarta-feira, 19.11.08

Democracia?

«Ferreira Leite sugeriu uma interrupção na democracia para "pôr tudo em ordem"»

Mesmo que estas não sejam as palavras exactas de Manuela Ferreira Leite, a actual líder do PSD não tem condições para se apresentar como alternativa, nem a Sócrates nem a ninguém. Depois destas declarações o pior que MFL poderia dizer era algo relacionado com a democracia, mesmo sendo sarcástica ou ironicamente, porque o que passa é a atitude, primeiro, intolerante e, agora, autoritária.

Estejamos ou não em pré-campanha nem tudo pode ser dito. E se julgam que tudo vale, então estamos na bancarrota da ética política.

E Bettencourt Resendes tem razão, estas declarações parecem ser o assumir, por parte de Ferreira Leite, da sua incapacidade para a governação.
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às 16:33

Terça-feira, 18.11.08

Se houvesse degraus na terra...

Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.

Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.

Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.
________________
Herberto Helder
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às 23:33

Domingo, 16.11.08

Manifesto Antimaiorias

Não volto a cair no ardil da maioria absoluta. Nunca mais darei plenos poderes a ninguém. As maiorias absolutas abrem as portas à inflexibilidade, à intransigência, à arrogância e ao autismo político. São territórios fechados, secretos e xenófobos - o mais que, em democracia, se aproxima de um autoritarismo. Nas campanhas eleitorais, o PS e o PSD vendem a maioria absoluta como um instrumento indispensável à estabilidade governativa, mas não é verdade. Só é indispensável à estabilidade do Poder. Ao gozo singular e impudico do Poder.

Um governo de maioria absoluta tende a tornar-se um governo da verdade absoluta. As suas leis passam no Parlamento sem necessidade de diálogo nem negociação, porque os deputados do partido dominante - salvo raras e distintas excepções como Manuel Alegre, no PS - sujeitam a sua consciência a um expediente antidemocrático designado por "disciplina de voto". Erguer-se da cadeira a favor do Governo ou contra a Oposição - um bom exercício para as pernas, mas de discutível interesse para a democracia - é quanto basta a muitos deputados para se manterem nas graças do partido e a bordo de uma carreira de sucesso.

As democracias mais estáveis da Europa vivem bem sem maiorias absolutas. Na Holanda e na Suécia, por exemplo, sucedem-se os governos de coligação. E cada novo governo não só respeita os compromissos de Estado do governo anterior como prossegue muitas das suas políticas. Porquê? Porque o acto de governar é observado como uma responsabilidade sagrada. Não é pelo gozo do poder, é pelo interesse dos cidadãos. Nas democracias avançadas, os partidos não tomam conta do Estado - servem-no. Em Portugal é ao contrário. A cada novo governo corresponde um Estado novo. O PS quer deixar a sua impressão digital no Estado e, portanto, reforma-o. O PSD quer fazer o mesmo e reforma a reforma do PS. E às vezes, neste vórtice, um destes partidos, já esquecido da reforma que fez, reforma a sua própria reforma...

Comigo, a partir de agora, vai ser à zé-povinho: queres uma maioria absoluta? Toma!

Fernando Marques, no JN
ASENSIO

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às 15:37

Sexta-feira, 14.11.08

Em cima do acontecimento...

«A Comissão Europeia está a seguir as movimentações nos preços do petróleo e promete actuar caso note infracções. Durão Barroso diz que preços não estão a responder à descida do valor das matérias-primas.»

Ó senhor do nada e da coisa nenhuma, do nem para a frente nem para trás, do vulgar, do ordinário e do medíocre; senhor da análise do já analisado, escalpelizado e concluído; senhor do lugar comum convencido do teu mérito. Como subiste tão alto?
ASENSIO

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às 16:53

Sexta-feira, 14.11.08

Status Quo

«João Salgueiro defende governador do Banco de Portugal»

A Associação Portuguesa de Bancos, representada formigueiramente por João Salgueiro, defende o
status quo da regulação bancária actual. O marasmo da inacção parece ter os seus defensores. O que é preciso é não fazer ondas, não vá o lixo das actuações duvidosas, escondido debaixo do tapete, surgir à tona do sistema financeiro.
ASENSIO

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às 16:42

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