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O Bico de Gás



Quinta-feira, 30.07.09

Servicinho

«Os juízes do Tribunal Constitucional deram razão ao Presidente da República ao declararem a inconstitucionalidade de várias normas do Estatuto Político-Administrativo dos Açores.»

O TC chumba o obséquio que o PS se prestou fazer ao seu líder regional, Carlos César. Mas não se julguem inocentes os outros partidos da República. A verdade é que a AR se pôs de cócoras para aceitar o labéu. Este documento foi aprovado por duas vezes, uma por unanimidade a outra com a abstenção dos Sociais Democratas, na câmara onde deveria ter sido travado desde o início.
ASENSIO

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às 21:26

Quinta-feira, 30.07.09

Idiota (II)

Eu espero que a entrevista do Dr. Gabriel Olim, do Instituto Português do Sangue, ao i ainda faça correr muita tinta. Na sua verborreia discorre uma atitude discriminatória inaceitável, um conjunto de estereótipos (e não me venha falar no "politicamente correcto") ultrapassados para alguém que dirige um instituto público. Não conheço estudo científico algum que permita um chorrilho de disparates como defesa.

Deixo apenas esta pérola:
«Mas qual é exactamente comportamento de risco nos homossexuais que faz com que sejam excluídos?
Múltiplos parceiros, relações não protegidas, fazer sexo oral e anal.»


Difícil vai ser processar esta entrevista e este indivíduo...
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às 14:54

Quarta-feira, 29.07.09

Pergunta Existencial de Ordem V

Porque há-de a coragem no investimento individualista impor-se ao apoio solidário colectivo?
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às 08:57

Quarta-feira, 29.07.09

Respeitinho

Medeiros Ferreira, em poucas palavras, lembra uma diferença abismal entre conceitos. Quem se sente compelido a exigir uma "liberdade respeitosa" sugere uma forma de respeito imprecisa e negativa. O respeito tem destas coisas, não necessita exigências, quem o merece tem-no à partida e da forma mais digna.
ASENSIO

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às 08:39

Segunda-feira, 27.07.09

Assim seria simples

«"A candidatura reconhece que o presidente se enganou. O valor [do passivo da CML] em causa não é, de facto, 1700 milhões de euros, é 1500 milhões de euros", disse à Lusa fonte da candidatura liderada por António Costa.»

Agora seria importante conhecer com transparência qual o real défice da Câmara da capital, não vá pensar o Dr. António Costa que escapa com tanta facilidade. A resposta da candidatura de Santana Lopes foi dada com base num equívoco de António Costa, que majorou o montante? Apure-se e apresente-se o erro claramente.

No entanto existe uma certeza: nenhum dos dois candidatos à autarquia sabe qual o valor real do passivo da CML. Esclarecedor...

ASENSIO

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às 19:33

Segunda-feira, 27.07.09

É do Estado, é do PS

«O Estado não é uma sucursal do PS»

Francisco Louçã está claramente desatento às afirmações de Elisa Ferreira.
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às 02:44

Domingo, 26.07.09

Sustentação de rabo na boca

E quem é que o Carlos Guimarães Pinto e o André Azevedo Alves pensam que produz riqueza para que a empresa possa "sustentar a Segurança Social" ou "alimentar o monstro"?
ASENSIO

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às 16:05

Sábado, 25.07.09

Não falou com o agente... [adenda]

«Francisco Louçã acusou hoje José Sócrates de tráfico de influências ao ter oferecido à militante bloquista Joana Amaral Dias um lugar de Estado em troca de apoio às listas socialistas para as legislativas.»

Como ousa José Sócrates um tal convite sem antes propor, sondar ou aproximar a possibilidade de uma coligação pós-eleitoral PS-BE, para que Louçã, do alto da sua suposta superioridade moral, a possa recusar a bem de uma governação de esquerda? O traficante...
ASENSIO

[adenda] Zézito, também não é bonito andares a enganar.

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às 19:20

Sábado, 25.07.09

Video-guerra por Lisboa


Vídeo da candidatura de António Costa - Unir Lisboa
("Unir Lisboa": objectivo de alguém que se mostrou incapaz de unir a esquerda na cidade)

«"Tomámos conhecimento do vídeo publicado hoje no site Unir Lisboa, pela candidatura de António Costa. Registamos o nível e a metodologia da peça colocada "on-line". Cada inverdade nela contida será esclarecida de forma educada e objectiva, domingo à noite, data em que estará finalizada a produção no mesmo suporte", refere um comunicado da candidatura de Santana Lopes.»

Aguarda-se ansiosamente a resposta, mas uma resposta esclarecedora. E Lisboa a arder...
ASENSIO

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às 19:09

Sexta-feira, 24.07.09

Idiota

«“Os farmacêuticos não ficaram surpreendidos com a tragédia do Hospital de Santa Maria, ocorrida apenas quatro meses depois do senhor primeiro-ministro ter inaugurado, com pompa e circunstância, a farmácia desse hospital”, disse o presidente da ANF, lendo uma declaração escrita.»

João Cordeiro procura desavergonhadamente ganhos próprios e proveitos para a associação que dirige, usando sem pudor uma tragédia que aflige várias famílias. A ANF deduz levianamente conclusões e responsabilidades que ainda estão em investigação. Este comportamento é inaceitável.
ASENSIO

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às 15:02

Quarta-feira, 22.07.09

Weight

If every second of our lives recurs an infinite number of times, we are nailed to eternity as Jesus Christ was nailed to the cross. It is a terrifying prospect. In the world of eternal return the weight of unbearable responsibility lies heavy on every move we make. That is why Nietzsche called the idea of eternal return the heaviest of burdens (das schwerste Gewicht).

If eternal return is the heaviest of burdens, then our lives can stand out against it in all their splendid lightness.

But is heaviness truly deplorable and lightness splendid?

The heaviest of burdens crushes us, we sink beneath it, it pins us to the ground. But in the love poetry of every age, the woman longs to be weighed down by the man's body. The heaviest of burdens is therefore simultaneously an image of life's most intense fulfillment. The heavier the burden, the closer our lives come to the earth, the more real and truthful they become.

Conversely, the absolute absence of a burden causes man to be lighter than air, to soar into the heights, take leave of the earth and his earthly being, and become only half real, his movements as free as they are insignificant.

What then shall we choose? Weight or lightness?

Parmenides posed this very question in the sixth century before Christ. He saw the world divided into pairs of opposites:

light/darkness, fineness/coarseness, warmth/cold, being/non-being. One half of the opposition he called positive (light, fineness, warmth, being), the other negative. We might find this division into positive and negative poles childishly simple except for one difficulty: which one is positive, weight or lightness?

Parmenides responded: lightness is positive, weight negative.

Was he correct or not? That is the question. The only certainty is: the lightness/weight opposition is the most mysterious, most ambiguous of all.
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The Unbearable Lightness of Being
Milan Kundera
ASENSIO

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às 22:12

Quarta-feira, 22.07.09

Lightness

The idea of eternal return is a mysterious one, and Nietzsche has often perplexed other philosophers with it: to think that everything recurs as we once experienced it, and that the recurrence itself recurs ad infinitum! What does this mad myth signify?

Putting it negatively, the myth of eternal return states that a life which disappears once and for all, which does not return, is like a shadow, without weight, dead in advance, and whether it was horrible, beautiful, or sublime, its horror, sublimity, and beauty mean nothing. We need take no more note of it than of a war between two African kingdoms in the fourteenth century, a war that altered nothing in the destiny of the world, even if a hundred thousand blacks perished in excruciating torment.

Will the war between two African kingdoms in the fourteenth century itself be altered if it recurs again and again, in eternal return?

It will: it will become a solid mass, permanently protuberant, its inanity irreparable.

If the French Revolution were to recur eternally, French historians would be less proud of Robespierre. But because they deal with something that will not return, the bloody years of the Revolution have turned into mere words, theories, and discussions, have become lighter than feathers, frightening no one. There is an infinite difference between a Robespierre who occurs only once in history and a Robespierre who eternally returns, chopping off French heads.

Let us therefore agree that the idea of eternal return implies a perspective from which things appear other than as we know them: they appear without the mitigating circumstance of their transitory nature. This mitigating circumstance prevents us from coming to a verdict. For how can we condemn something that is ephemeral, in transit? In the sunset of dissolution, everything is illuminated by the aura of nostalgia, even the guillotine.

Not long ago, I caught myself experiencing a most incredible sensation. Leafing through a book on Hitler, I was touched by some of his portraits: they reminded me of my childhood. I grew up during the war; several members of my family perished in Hitler's concentration camps; but what were their deaths compared with the memories of a lost period in my life, a period that would never return?

This reconciliation with Hitler reveals the profound moral perversity of a world that rests essentially on the nonexistence of return, for in this world everything is pardoned in advance and therefore everything cynically permitted.
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The Unbearable Lightness of Being
Milan Kundera
ASENSIO

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às 22:05

Quinta-feira, 16.07.09

Sevengill (Notorynchus Cepedianus)


Down here I wait with all my benthic friends Underneath the gate listening to lives end Those with seven gills will investigate each thunderous crash and corresponding shape In great detail, I described you to them In case the bridge is how you choose to end I'd like to have some last words with you before you end up on the Farallone's rocky shores Where the real beasts await to have their way With all the failures washed out from the bay A hundred years have past since just last autumn Please come to the bay, see who now lives on the bottom I'd like to have some last words
with you before I forget how to walk upon these muddy shores and entirely cease to breathe like a man Seeing things only with the tips of my hands My heart is crushed by the jaws of regret Upon knowing where you now make your bed The depths at which I've chained to you I pray those shackles eventually rust through Held under by chiton like lies Amongst the corpses I'll never surface Debris bouncing off my hide Covered in detritus I've lost purpose What comfort lies in years of hating me? Haven't you in some way found a rare peace? Please realize your very soul's at stake you're still a man and I was just a tool of fate Your bite marks riddled my soul It got damn cold with all those holes So I left it on shore for all the gulls Take it There wasn't much left Take it Bit it's all yours Take it
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Giant Squid
The Ichthyologist
ASENSIO

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às 22:27

Quinta-feira, 16.07.09

Pérolas Jardinistas

«Alberto João Jardim quer rever a Constituição e proibir o comunismo em Portugal. O Presidente do Governo Regional da Madeira vai avançar na próxima semana, no Parlamento Regional, com a proposta de revisão onde se pode ler que a "democracia não deve tolerar comportamentos e ideologias totalitárias e autoritárias" dando dois exemplos: o fascismo e o comunismo»

O Sr. Alberto apenas mostra que tem pavor a uma democracia adulta. Num sistema como o nosso, os cidadãos, em liberdade, expurgam naturalmente estas ideologias totalitárias dos processos de decisão. Uma democracia equilibrada não precisa de -nem deve- proibir, a expressão de todos os pontos de vista ideológicos, desde que estes sejam expressos dentro da legalidade. É um regime de equilíbrios como já se disse aqui...

É verdade, Sr. Alberto, a Constituição não permite todos os ideais. Não permite o fascismo, mas isso talvez se deva à longa noite, mais de 40 anos, de Estado Novo que experimentámos e na qual o Sr. Alberto teve um papel, talvez irrelevante, mas teve. Apenas passaram 35 anos, pouco tempo para apagar essa memória colectiva do país.

De qualquer forma a nossa democracia já se mostra com alguma harmonia. Muito português, com o laborar dos resquícios de um alter-ego pidoso (quem não o tem?), anseia internamente o calar do representante madeirense, mas democraticamente aprendemos a lidar com a ajardinada personagem. Daí que possamos, todos, orgulhar-nos da liberdade expressão que alguém como o Sr. Alberto usufrui.
ASENSIO

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às 21:30

Terça-feira, 14.07.09

Em braços de vitória


Palma Inácio (1922-2009)
ASENSIO

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às 18:35

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