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O Bico de Gás



Domingo, 31.01.10

O carneiro sacrificial

«A tese que anda no éter de que Manuela Ferreira Leite se sacrificou com o intuito de assegurar a aprovação do OE, deixando assim o terreno em aberto para o seu sucessor, é hilariante. Basta, aliás, parar cinco segundos para pensar. Alguém consegue explicar por que motivo o seu sucessor necessitava do terreno em aberto?»
Paulo Gorjão no Delito de Opinião

Sem sentido. MFL foi por muitos vista como a salvação na direcção do PSD. Este argumento cinematográfico de que ela teria sido sacrificada implica então que o seu sucessor terá que ser um redentor para o partido. Ora na actualidade onde é que o PSD vai buscar um messias? É que nem MRS...
ASENSIO

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às 17:49

Quinta-feira, 28.01.10

Para o "jurista" Ricardo Salgado

O carimbo de inconstitucionalidade não funciona de forma tão básica. E mais, os impostos todos eles se baseiam numa certa discriminação, só assim se explica a divisão em escalões nas várias tributações.

Pois é, a vida custa a todos. Mas aqueles a quem custa menos são os primeiros a protestar quando se lhes toca nas regalias.

Nestes dias em que temos toda uma classe na rua em protesto, esses sim por lhes manipularem os direitos, este tipo de birra é descabida para quem viu os seus lucros subirem 29% (para 522,1 milhões de euros) em 2009.
ASENSIO

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às 16:17

Terça-feira, 26.01.10

Artemisia absinthium

Asensio
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às 06:25

Terça-feira, 26.01.10

OS

Postagem utilizando o ChromiumOS
ASENSIO

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às 04:30

Domingo, 24.01.10

Tudo muda para que tudo fique igual

Na blogosfera e na twitosfera, na internet em geral, anda tudo num corridinho.

Ontem (ontem porque o tempo virtual é diferente do real) eram as lutas partidárias PS-PSD, com simples e jamés. Acirradas, mais ou menos produtivas, às vezes insultuosas, enfim como quando as crianças(*) aprendem a argumentar.

Hoje, lida legislativa terminada e com o PS no descanso, o que mais escoa nestas duas esferas são as lutas pela liderança dentro dos Sociais Democratas, em particular as apreciações a Pedro Passos Coelho. Acirradas, mais ou menos produtivas, às vezes insultuosas, enfim como quando as crianças(*) aprendem a argumentar.

(*) - o uso da internet para fins políticos ainda está muito no início.
ASENSIO

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às 15:14

Segunda-feira, 18.01.10

Alegre Pescaria




















Quando o pescador antecipa a azia que lhe provocará a caldeirada.
ASENSIO

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às 19:53

Sexta-feira, 08.01.10

Ética

José Pacheco Pereira ainda não desculpou o PR. Agora acusa-o de desclassificar a "ética":

«[...]E pareceu-me demais porque usada como está a ser usada, a expressão ["ética republicana"] tem dois efeitos perversos: por um lado, associa a ética ao “republicanismo”, o que na prática significa o nosso “republicanismo” jacobino, anti-clerical, autoritário, intolerante; e por outro, desqualifica a ética que não precisa de qualificativos.»

Basta ler com uma mínima atenção para ver que o primeiro e o segundo efeitos "perversos" são o mesmo: a desqualificação da ética. Acontece que a perversidade tem efeito apenas se JPP for cúmplice daqueles que, com exagerada competência, têm vindo a desclassificar o republicanismo. No limite, um dos grandes responsáveis pela desqualificação da ética é precisamente Pacheco Pereira.
ASENSIO

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às 17:40

Sexta-feira, 08.01.10

Reviravolta

Não sou muito exacto em futurologia, mas penso que o deixar de fora a questão da adopção por casais homossexuais pode levar a uma reviravolta. Primeiro, há questões na lei que necessitam ser reformuladas e esclarecidas, pelo que a lei não deve estar fechada. Depois pode acontecer que, se ainda nesta legislatura, se quiser discutir o tema da adopção e aplicá-lo, este poderá necessitar do recurso a um referendo. Tudo porque o PM referiu veementemente que tem mandato para o casamento mas não para a adopção. Nesse caso as posições de hoje vão necessariamente inverter-se.

Apesar disto tudo, acredito mais que a adopção fique para outras núpcias.
ASENSIO

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às 13:45

Quinta-feira, 07.01.10

A disciplina de voto

Eu entendo que os deputados (com excepção dos independentes) estão intimamente ligados ao partido que os elegeu. Cada um deles assume um programa partidário que os eleitores que lhes confiaram o voto esperam que cumpram.

Mas a disciplina de voto, principalmente em questões transversais, pode tornar-se pérfida. A sua imposição, por parte do governo, transforma a bancada socialista em reféns do pensamento partidário (que se cinge ao pensamento do líder) e sem pensamento pessoal. É um tipo de controlo do governo a uma parte da AR. Este estratagema faz uma inversão na hierarquia do Estado - o governo provém da distribuição, em legislativas, dos votos expressos para a AR (muito embora Sócrates se porte como quem pensa que é ao contrário). E leva mesmo a uma confusão nos poderes -Legislativo e Executivo- definidos pelo Direito Constitucional.

Talvez a introdução dos Círculos Uninominais nos sistema eleitoral atenuassem este efeito. Os deputados poderiam ser mais independentes dos partidos a que pertencem e responder mais directamente ao eleitores.
ASENSIO

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às 13:17

Quarta-feira, 06.01.10

Tech 1.0 - Bookmarking Kindle














ASENSIO

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às 23:48

Terça-feira, 05.01.10

Considerações para João de Almeida

Apenas um parágrafo da argumentação, de João Pinho de Almeida, deputado do CDS, sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo:
Considero que o contrato de casamento constante do Código Civil é claro na opção numérica e de género: refere-se a duas pessoas, de sexo diferente. E pode alterar-se essa definição? Como diz o anúncio, pode mas não é a mesma coisa, ou seja, a criação de um novo conteúdo implica a respectiva criação de um novo conceito jurídico, concretamente, um novo contrato[1]. Admito a discutibilidade desta opção. No entanto, o direito comparado mostra que apenas 7 países optaram pela confusão[2], em termos jurídicos, entre uniões de pessoas de sexo diferente e do mesmo sexo, enquanto que, são mais de 30 os países que optaram pela manutenção do conceito de casamento e pela criação de um novo contrato para pessoas do mesmo sexo[3]. A título de nota, lembro que mais de 80% dos países do mundo proíbem ou não reconhecem uniões entre pessoas do mesmo sexo[4].

[1] Não há "criação de um novo conceito jurídico" (como se verá em baixo), é apenas o alargamento (a pessoas do mesmo sexo) do contrato já existente.

[2] O termo utilizado, "confusão", leva a pensar que os ditos 7 países onde o casamento se alargou aos vários tipos de casais vivem agora em reboliço jurídico. Temos Espanha mesmo aqui ao lado e da suposta confusão não nos chegam relatos.

[3] Se Portugal optar pela "manutenção do conceito de casamento", então aí é que será necessária a criação de um novo contrato jurídico. Na argumentação de João Almeida o ponto [3] é paradoxal ao [1].

[4] Isto é mesmo uma nota, são apenas números. Há países onde a homossexualidade é considerada crime punível com pena de morte. Esta nota em nada clarifica ou ajuda o debate, já que nem o mais arreigado conservador defenderia tal posição no Portugal de hoje.

ASENSIO

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às 19:17

Terça-feira, 05.01.10

Da moda do estandartes

















Depois dos estandartes de natal, eis que surge um para a causa monárquica hastear aquando do centenário da República.
ASENSIO

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às 01:39

Sábado, 02.01.10

Ano de Cavaco?

«Em Portugal e na política, este ano que começa ou é de Cavaco ou não é nada. E por nada quero dizer a mesma oscilação entre o "fascismo moderno" representado por este PS e a sua vasta rede de lacaios reais e virtuais[...]»

O segundo post do meu caro João Gonçalves este ano denota uma grande falta de memória a médio prazo - talvez a qualquer prazo.

Qualificar, em absurdo, o governo socialista de "fascismo moderno" é esquecer por completo o que foram os outros, os anteriores, anos de Cavaco, quando este era PM. Se quisermos ser honestos com a memória e se lhe juntarmos a definição de João Gonçalves do actual governo, só podemos tirar uma conclusão: o país oscilará entre duas ruínas, entre o autoritarismo e cegueira cavaquista e a dominadora aversão à realidade (recuso-me a tratá-la por "fascismo") dos socialistas. E mais, vindo de quem tem tanto apreço pelo fascismo (do verdadeiro), o texto só poderia ser de alegria, mas não, é renúncia básica.

Abomino a desistência com que o post dos pequeninos está pejado. Até da oposição espero melhor. Não sei, talvez os fumos do réveillon me tenham imbuído de esperança.
ASENSIO

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às 10:56


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