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O Bico de Gás



Sábado, 27.02.10

A ler

O Segredo, a Escuta e o Cidadão

Portugal deve ser o único país em que o "segredo de justiça" é um problema nacional. É, pois, um assunto bem português. Experimentem falar de segredo de justiça e de arguido numa capital do mundo e verão a dificuldade de tradução. Conhecem inocente, suspeito e acusado. Mas condenado só em tribunal. E o segredo praticamente não conta.


Antes o segredo de justiça era um instrumento das autoridades judiciais para levarem a bom porto uma investigação. Escondiam dos suspeitos o que julgavam saber sobre eles. Foram as escutas e os crimes de colarinho branco que vieram revolucionar o conceito. O legislador elaborara a norma a pedido dos agentes administrativos para dar caça ao crime do submundo. Tratava-se de lidar com a parte má da sociedade, como no tempo dos "apaches". As escutas vinham substituir os "safanões dados a tempo", e a confissão, mas revelaram-se um maná para mirones e ouvirones, e encontraram no caminho gente habituada a falar à vontade. O novo cidadão visado reagiu. Tinha chegado a hora do segredo de justiça o cobrir com o seu manto diáfano mesmo que não tenha sido talhado para ele. O legislador para larápios e narcotraficantes sentiu-se apanhado na rede. Ora a mexer na lei só se for para reduzir o âmbito das escutas e do segredo de justiça. Não para amontoar detritos.
____________
Medeiros Ferreira, no Correio da Manhã

Penso mesmo que a única solução passa por terminar o segredo de justiça (no Brasil são os próprios agentes de autoridade a falar sobre as suas investigações aos média). A sua utilidade tem vindo a ser posta em causa. Parece não ter efeitos próprios no sucesso de qualquer investigação ou justeza no posterior julgamento.

Quanto a escutas, são um método de investigação útil, mas o legislador tem que ter em conta e obrigar a um uso responsável e metódico deste instrumento, porque são fáceis e não reconhecem qualquer privacidade aos cidadãos, destituem estes de um direito básico. A ideia de Cândida Almeida sobre escutas a magistrados não passa de uma quase liberalização do método que poderia ser estendido, sem critério, a todos.
ASENSIO

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às 14:45

Sexta-feira, 26.02.10

[ou a caracterização de uma existência cinzenta]

É vibração Om de mantra
água morna suspensa

É cimento aquecido do sol
textura lisa de seda

Aliteração consoante semente de sonolência
escorrer lento do mel, sem a doçura deste

Silêncio de estrela em noite límpida
de gelo, o vibrante agudo cristal

Desalento preguiçoso fardo de tristeza
prolongado suspiro de tédio
hálito quente de bocejo cansaço

Não-ser, nada absoluto na soma

É pó cinza, sobra de fogo

Inconsciência transparente de desmaio
spleen quieto de conformação
dor formigueiro de imobilista
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ASENSIO

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às 06:36

Domingo, 21.02.10

A Bufaria

Só tenho a acrescentar a este artigo de opinião de Marinho Pinto, que, para além da degradação a que chegou a comunicação social, temos também que contar com a ruína em que se encontra o sistema de Justiça. As suspeitas indiciam que muita dessa dita bufaria parece vir directamente dos agentes de justiça. Isso não é aceitável.
ASENSIO

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às 14:24

Domingo, 21.02.10

Enjoy your digital selfs

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às 03:47

Quinta-feira, 18.02.10

E agora, Alegre?

Manuel Alegre sempre encheu a boca para falar de cidadania. Ora caso Fernando Nobre consiga descolar-se da área soarista, a sua candidatura pode ser considerada como uma verdadeira acção de cidadania, distanciada dos interesses e das estratégias políticas. Estratégias essas que mancham Alegre em demasia.

Caso haja uma aproximação entre as duas plataformas, será mais lógico retirar-se Manuel Alegre em favor de Nobre do que o contrário. A não acontecer tal aproximação Cavaco terá caminho livre para um segundo mandato.
ASENSIO

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às 15:33

Quinta-feira, 18.02.10

meninas vamos ao shift

há imensa gente que agora deu em escrever assim, sem usar maiúsculas. a primeira vez que vi tal coisa foi nos textos de f. no jugular, aquele blogue que tem grandes amigas minhas e também uma cientista radical que suspira em inglês mas que não tem nada a ver com este assunto, foi só um aparte. depois vi a mesma mania aqui e ali na chamada blogosfera. há mesmo um escritor, valter hugo mãe, que até o próprio nome escreve assim, e depois vai por aí fora, em livros inteiros. alega ele que o faz porque "as palavras têm todas a mesma dignidade."

digo eu: ó mãe, arranja outra desculpa. tu queres é ser diferente e dar nas vistas. a dignidade das palavras não está na ortografia, está no uso que lhes deres. e a dignidade da tua escrita está no que ela traduz, não nos sinais gráficos que usas. poupa-me. a bem dizer, poupas-me mesmo, porque até pode ser que escrevas bem, mas nunca li nem me apetece ler nada teu, pelo menos enquanto escreveres assim e os teus textos tiverem o aspecto deste que acabaste de ler . e se não acabaste, isso só prova uma de duas coisas: ou que nem sabes que existo, que é de longe o mais provável, ou que este texto é uma chatice de ler.

para mim é. andou a humanidade durante séculos a apurar formas de tornar a escrita legível, balizando-a, introduzindo marcas que facilitem a leitura e a compreensão do texto, que permitam entrar nele não só pelo princípio e pelo fim mas também por pontos intermédios, tornando-o vivo e digno, com os seus altos e baixos, as suas colinas, vales e planícies como numa jornada em que a paisagem variada nos revela o que lhe está subjacente e nos incita a continuar, e vem esta gente dar cabo de tudo isso e tornar o texto numa seca altamente confusa e chata de ler.

é que nem se vê bem onde começam e onde acabam as frases nem se distingue deus de um deus qualquer, nem a maria dos prazeres dos prazeres da maria, nem se sabe se são os vieiras que comem vieiras ou as vieiras que comem os vieiras ou os lampreias as lampreias, ou vice-versa. e é uma chatice de ver. digam lá se esta porcaria tem alguma piada, esta uniformidade rebarbativa, estas riscas monótonas como bombazina barata, como um batalhão de ss - não, não é uma onomatopeia para serpentes, é a sigla de schutzstaffel, os tropas de choque do hitler, que marchavam alinhadinhos e todos iguais como as tuas palavras, ó mãe.

não, poupem-me a esse igualitarismo ortográfico, a esse ódio plebeu à caixa alta, a esse nivelamento oco, a esse relativismo bacoco. isso não é mais do que uma moda, como as calças à boca de sino, as patilhas em bico ou dizer "basicamente" de duas em duas frases. abaixo a ditadura da caixa baixa. abaixo a preguiça de carregar no shift e desactivar o capslock. shift happens, digo eu que também sei inglês. viva o progresso e as suas grandes conquistas. e, sobretudo, irmãos, deixem-se de tretas. a brincadeira foi gira, a ideia foi curiosa, teve muita graça, ha ha ha. agora escrevam como gente, que é para a gente os ler, que a gente agradece-vos muito o esforço, e à vossa família toda.
_______________
jpb, no janelas

é como a mania de saramago de labirintar e rarear a pontuação ou pôr todos a dialogar depois de vírgulas. e lobo antunes que gosta de

sulcar parágrafos fazendo

(alguns parentesiados de forma a que só o seu autor os conheça)

bilros dos seus textos.

ó mãe, não me interessam os altos e baixos caligráficos. mas este texto de jpb está excelente.
asensio

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às 02:29

Terça-feira, 16.02.10

Tesoro


me empequeñece la altura y no lo puedo evitar. se me atascan las ideas, amontonadas en mi tesoro y me esperan. ayer teñí de color sangre mis sueños. y no queda nada sagrado que me divierta ya. conseguiré esa sonrisa si la puedo comprar, será de mis favoritas, acumuladas en mi tesoro y me esperan. ayer teñí de color sangre mis sueños. y no queda nada sagrado que me divierta ya. ayer teñí de color sangre mis sueños. y no queda nada sagrado que me divierta ya.
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Héroes del Silencio
ASENSIO

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às 17:40

Sábado, 13.02.10

Essa agora...

Esta de Constâncio ficar com a pasta da supervisão no BCE é a maior chapada que gente como Rangel, Louçã e Paulo Portas poderiam ter levado depois de tudo o que disseram a propósito da actuação do governador do Banco de Portugal.
O Jumento - em comentário a esta notícia do Público.

E desde quando é que arranjar um emprego pelas europas é sinal de qualidade ou competência? Esqueceu-se de Durão Barroso?
ASENSIO

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às 20:24

Sábado, 13.02.10

Lana Caprina

Os jornalistas, salvo raras e honrosas excepções, que já vi fazerem guerras por assuntos de lana caprina, parecem estranhamente indiferentes à mais completa, sistemática, e manipuladora tentativa de condicionamento da liberdade da sua profissão a partir do poder político que se deu em Portugal após o 25 de Abril. Sim, é verdade que outros governos tentaram também fazer coisas do mesmo tipo. Só que eram do domínio da micro economia. Esta era do domínio da macroeconomia. Faz a sua diferença, não faz?
José Pacheco Pereira - Abrupto

Talvez os jornalistas sejam a melhor classe para avaliar as intromissões manipuladoras deste Governo. O que se pode concluir dessa sua indiferença?

Quanto à micro e macroeconomia, isso é treta desculpabilizadora dos anteriores governos, que sempre tentaram controlar a comunicação social. O grau do domínio não é relevante. Não faz diferença nenhuma, manipulação é manipulação.

E não me lembro se houve ou não tentativas de manipulação por parte dos governos quando a macroeconomia deste burgo era de responsabilidade portuguesa. Desde a adesão ao Euro que as questões de macroeconomia estão arredadas para as catacumbas de Bruxelas e do Banco Central Europeu. Faz a sua diferença não faz?
ASENSIO

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às 20:03

Sábado, 13.02.10

Financiamento partidário

«"A serem verdadeiros os factos noticiados pelo Correio da Manhã, estamos perante um caso de enorme gravidade, porque significa a prática de um crime de financiamento ilícito de campanhas eleitorais e porque corrói os fundamentos do nosso sistema democrático", declarou à agência Lusa Paulo Mota Pinto.»

Paulo Mota Pinto tem razão, é de uma enorme gravidade. Mas quem tem telhados frágeis não deve atirar atoardas. E em termos de financiamento partidários não há inocentes, muito menos virgens.
ASENSIO

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às 12:53

Quinta-feira, 11.02.10

É hoje...

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às 05:13

Terça-feira, 09.02.10

Manifestação pela Liberdade

Suscita-me muitas dúvidas uma manifestação pela Liberdade organizada por quem utiliza o Darth Vader - cerejeira-mor de um regime supra-totalitário e ditatorial - como avatar. E logo secundada pela brigada pinochet.

Que querem? Só consigo pôr esta indignada manifestação nos parâmetros da dissonância cognitiva.
ASENSIO

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às 05:47

Segunda-feira, 08.02.10

Sócrates e a Imprensa

Primeiro, a discussão sobre a forma. Não é aceitável que determinados processos jurídicos venham a público ao atropelo do segredo de justiça ou de decisões dos tribunais. O direito do visado também não é um pormenor de somenos, tem que ser levado em conta. E ultimamente a imprensa parece ter-se esquecido destas regras básicas.

Posto isto e passando ao conteúdo, a ser verdade, a tentativa de José Sócrates utilizar uma empresa pública para manipular e limitar a liberdade de imprensa só me suscita um comentário: José Sócrates não tem condições nem estrutura ética para ser ou continuar a exercer o cargo de PM. Não é possível admitir, em democracia, que um governante utilize técnicas sub-reptícias para proveito próprio, tentando calar as vozes incómodas, quando foi eleito para dirigir o bem comum, a causa pública. Mesmo que fosse apenas suspeita, a dimensão desta leva a que Sócrates só possa optar pela demissão e tente depois, na Justiça, mostrar a sua falta de fundamento. De qualquer forma, a demissão parece-me ser a única saída. Lamento é que seja por questões judiciais e não pelas opções políticas, quanto a mim, erradas que tomou.

Mas... há mais. É risível observar a imprensa reclamar que foi vitima de tentativa de manipulação, uma Imprensa que aparece manipulada todos os dias já que obedece a critérios empresariais. Não há jornal de grande tiragem neste rectângulo que não seja propriedade de um grande grupo económico, que não faça as suas publicações assentes em objectivos rigorosos, secundarizando a isenção (lembram-se do que isso é?).

Pois bem podem manifestar-se pela liberdade às portas da AR, não se esqueçam é de ir também para o hall de entrada dos grupos económicos que controlam os media. Porque nada nem ninguém parece ser totalmente livre.
ASENSIO

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às 05:26

Sábado, 06.02.10

A ebulição portuguesa

«Principalmente nestas circunstâncias todos devemos respeitar a lei, tendo em conta os princípios constitucionais e desses princípios constitucionais faz parte aquilo que acaba de referir, a liberdade de expressão e o pluralismo da comunicação social.» - Cavaco Silva

Depois da publicação das escutas, o Presidente dá mais uma alfinetada no PM ao referir o respeito que devemos ao pluralismo da comunicação social. Nada de novo, embrulhem. 

Porém refere de igual modo o respeito pela lei. Ora, o dito caso das escutas ao PM e a sua publicação levantam muitas dúvidas de legalidade, seja na actuação dos agentes da justiça, seja na actuação dos meios de comunicação.
Uma coisa é certa, nesta altura, José Sócrates parece ser culpado aos olhos da opinião pública. Ninguém parece ter dúvidas sobre nos casos Independente, Freeport, Face Oculta, e na tentativa de controlo dos média. O que leva a pensar que se o público endurecer a sua posição poderá forçar a demissão de José Sócrates. Demissão essa que, a acontecer, será por motivos judiciais polémicos não ajuizados em tribunal, e não por motivos políticos. Dá certeza à impossibilidade de uma recandidatura e autoridade ao julgamento popular.
ASENSIO

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às 14:56

Quinta-feira, 04.02.10

Não caias, s.f.f., pede a Oposição

Há, sem dúvida, uma crise ("risco da dívida portuguesa dispara para dívida recorde", "bolsas portuguesas e espanholas têm as maiores quedas do mundo" - notícias de ontem, com nuvens negras de crise mundial, velhas de mais de um ano, como pano de fundo). Mas quando sabemos que há uma crise séria? Uma crise, mesmo? É quando nos acontece o que nos acontece. Passo a narrar. A Oposição vai votar - e, se unida, vai ganhar a votação - o aumento de verbas para a Madeira. Aprovado o projecto de lei, o Presidente da República promulga-o ou veta-o. Seria natural que o Governo, colocado em minoria neste caso, gostasse que o PR vetasse e, por uma vez, fosse seu aliado. Mas os sinais que temos é que o PS prefere que a corda fique esticada, com Oposição e PR juntos, de forma a dar pretexto ao Governo para cair. Pelo seu lado, seria também natural que a Oposição visse com bons olhos que o PR promulgasse a lei que ela votou. Mas há também sinais de que, perante a possibilidade de queda do Governo, a Oposição preferia, afinal, que o PR vete. Os que votaram a lei querem a sua perda, os que a recusaram, a sua vitória. Confusos? Era aí que eu queria chegar: isso é que é a tal crise, mesmo. Crise, mesmo, é quando o Governo quer cair e a Oposição quer é segurá-lo.
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<blockquote style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;">Há, sem dúvida, uma crise ("risco da dívida portuguesa dispara para dívida recorde", "bolsas portuguesas e espanholas têm as maiores quedas do mundo" - notícias de ontem, com nuvens negras de crise mundial, velhas de mais de um ano, como pano de fundo). Mas quando sabemos que há uma crise séria? Uma crise, mesmo? É quando nos acontece o que nos acontece. Passo a narrar. A Oposição vai votar - e, se unida, vai ganhar a votação - o aumento de verbas para a Madeira. Aprovado o projecto de lei, o Presidente da República promulga-o ou veta-o. Seria natural que o Governo, colocado em minoria neste caso, gostasse que o PR vetasse e, por uma vez, fosse seu aliado. Mas os sinais que temos é que o PS prefere que a corda fique esticada, com Oposição e PR juntos, de forma a dar pretexto ao Governo para cair. Pelo seu lado, seria também natural que a Oposição visse com bons olhos que o PR promulgasse a lei que ela votou. Mas há também sinais de que, perante a possibilidade de queda do Governo, a Oposição preferia, afinal, que o PR vete. Os que votaram a lei querem a sua perda, os que a recusaram, a sua vitória. Confusos? Era aí que eu queria chegar: isso é que é a tal crise, mesmo. Crise, mesmo, é quando o Governo quer cair e a Oposição quer é segurá-lo.<br /><style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"><a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1486157&amp;seccao=Ferreira%20Fernandes&amp;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco" target="_blank">Ferreira Fernandes, no <span style="font-style: italic;">DN</span></a></blockquote><div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"><b>ASENSIO</b></div><div class="blogger-post-footer"><hr /> <a href="http://obicodegas.blogspot.com">O Bico de Gás</a></div>

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