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O Bico de Gás



Domingo, 20.06.10

This Machine Kills Fascists





















(via @der_terrorist @mpsoares)
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às 12:03

Sexta-feira, 18.06.10

...



















E nada tenho a dizer
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às 17:00

Sexta-feira, 11.06.10

Palavras mobilizadoras? Onde? De quem?

“O Presidente da República não deve dizer que o país é insustentável” porque lhe cabe sobretudo uma palavra “mobilizadora”, disse Manuel Alegre, comentando o discurso de Cavaco Silva no dia 10 de Junho. Para o candidato presidencial, o Presidente não criticou as razões que estão na origem da crise e “não afirmou a necessidade de o Estado português resistir às pressões que vêm dos mercados financeiros e nos tentam impor soluções que até são contra a Constituição”.

E o que podemos esperar de um Manuel Alegre Presidente? Receio palavras vãs politico-poéticas, vazias, enfunadas de vento. Discursos como grandes balões de hélio, que se nos inspirarmos no conteúdo apenas ficamos a falar num fininho risível. Ainda está a tempo de me convencer do contrário, mas este vai escasseando.
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às 14:24

Quinta-feira, 10.06.10

O 10 de Junho e a memória da ditadura

A nossa vocação mórbida conduz à celebração da morte em vez da exaltação da vida e à perpetuação das memórias da ditadura para alimentar rituais que a higiene democrática já devia ter banido.

Exumam-se os hábitos e tiques do salazarismo para ornamentar com veneras os peitos disponíveis das celebridades autóctones, algumas só conhecidas da família, dos amigos, do partido e dos negócios.

Vestem um fato de cerimónia, põem o ar grave e lá esperam que o nome seja citado para oferecerem o pescoço ao nastro, o peito à venera e as costas aos abraços.

É assim todos os anos e não se nota a ausência do Tomás. Faltam apenas as viúvas, os órfãos e os estropiados que davam à cerimónia o ar lúgubre da tragédia que teima em perseguir-nos e do ritual que não há coragem para mudar.

Mantém-se o presidente e os carregadores que transportam as medalhas, os figurantes e figurões que desfilam no ecrã das televisões, as vaidades reprimidas e as cumplicidades.

O 10 de Junho é a repetição da liturgia do Império a que faltam, agora, as colónias e os mutilados, as mães dos filhos mortos, as criancinhas a quem mataram o pai e os Pides que nunca foram julgados.

É o palco de vanglórias para mostrar à Pátria o presidente e os figurantes que ele aceitou distinguir. Tudo se pauta pelo mau gosto e pela liturgia gasta, numa cumplicidade entre a vaidade dos que são agraciados e a conveniência política de quem os distingue.

Faltam, por pudor, Fernando Lima e José Manuel Fernandes, que bem mereciam. Para o ano, há mais. No meio de oficiais e cavaleiros de mérito agrícola, industrial e comercial ouvem-se nomes da cultura e da ética que mereciam outro dia e outra companhia. É o caso de Saldanha Sanches, por exemplo.

Para quem fez a guerra colonial e não perdeu a sensibilidade, é com um misto de revolta e de vergonha que vê os nomes de Camões e de Portugal associados à palhaçada que a ditadura montava para legitimar a guerra ignóbil em que destruiu uma geração.

Já saí da guerra colonial e dos 1465 dias de tropa há mais de quarenta anos, mas nunca saíram de mim os 26 meses de Moçambique, o Moura que o rio Zambeze levou e o Dias cujo corpo esmagado ainda sinto nos braços e me faz sangrar por dentro.
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Carlos Esperança, no Ponte Europa
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às 03:30

Sábado, 05.06.10

Precisamos de mais representantes como este...


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às 13:21

Sábado, 05.06.10

Pequenos crimes entre amigos

Num país picaresco, a luta contra a fraude fiscal produz desânimo aos seus responsáveis, e a percepção social é que só são verdadeiramente controlados pelo fisco os trabalhadores por contra de outrem, os que recebem um salário mensal do qual a fazenda pública tem notícia exacta. As grandes bolsas de fraude estão na opacidade de certas sociedades, nos paraísos fiscais, no dinheiro sujo, nas argúcias contabilísticas de verdadeiros especialistas que, como sucede com os narcotraficantes, estão muito melhor apetrechados que aqueles que os combatem. Dá a impressão, por outro lado, que os sucessivos governos se resignaram a esta situação, porque mergulhar na economia submersa resulta fatigante – e muitas vez estéril –, num oceano com tantas fossas abissais. Isto produz-se num contexto em que a fraude fiscal não tem a censura social que deveria, e muitos instalaram no pensamento que quem não defrauda ou é tonto ou não pode. São as contradições de uma sociedade em que se admira o infractor que se gaba de ter conduzido numa auto-estrada a 200 Km/h ou quem se vangloria de ter encontrado um emprego público graças à influência do seu cunhado. Enquanto estes critérios continuarem em vigor, o Estado resigna-se a que a fraude constitua um alívio para alguns – ainda que à custa dos outros – e que evite, com centenas de milhar de desempregados, uma verdadeira revolta social. Conclusão: agora que nos pedem o esforço e o sacrifício de todos, isto depois de década e meia em que parecia fácil enriquecer, ficam muitas explicações pendentes.
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Rui Herbon, no Jugular

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às 13:07


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