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O Bico de Gás



Terça-feira, 14.12.10

A necessária bancarrota dos bancos

[...] O "segredo" para esta saída da zona de risco, diz Gylfi Zoega, professor de Economia na Universidade da Islândia, foi "deixar os bancos entrar default em relação com as obrigações para com os bancos estrangeiros". "O principal fator por detrás do arrepiar de caminho da Islândia foi a depreciação das taxas de câmbio e o facto de grande parte dos custos da bancarrota do sistema bancário ter recaído sobre os credores estrangeiros e não sobre os contribuintes islandeses", afirma, também, Jon Danielsson, economista islandês, atualmente professor na London School of Economics. Ele é de opinião que "esta é a estratégia correta para os contribuintes em outros países com sistemas financeiros em crise - o povo nada teve a ver com as decisões dessas instituições financeiras sofisticadas e não há razão alguma para resgatar quem quer que seja". O ministro dos Assuntos Económicos da Islândia, em entrevista (...), reforça que agora "muito mais gente concorda que estávamos certos".[...]

Excerto de um artigo de Jorge Nascimento Rodrigues no Expresso (bolds meus)
ASENSIO

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às 21:09


2 faíscas

De asmodeux a 15.12.2010 às 21:51

o único problema é a Islândia ter um cento de milhar de habitantes
e ter auto-suficiência alimentar

é só matar 9.900.00 e a receita funciona aqui

o sistema de saúde que pagava tudo
também já não funciona para todas as patologias

e comprar carro novo custa o triplo do que há 3 anos

tirando isso e não haver peças para muitos carros e canibalizarem-se tractores para porem outros a funcionar

tá tudo ok na islândia

De C3H8 a 16.12.2010 às 12:24

Nada ok na Islândia. O certo é que saíram da lista de risco de "default".

Mas o meu "post" não era sobre as maravilhas islandesas, e sim sobre as opções de cada país. Em Portugal preferiu-se o "bailout" de 2 bancos, um dos quais, segundo informações, já custou ao contribuinte perto de 4 mil milhões de euros. Esse banco, o BPN, está envolvido em negócios pouco claros, caso diferente dos bancos islandeses, e mesmo assim o nosso Governo opta por não o deixar cair. Será que o risco de contaminação ao resto da banca portuguesa era assim tão certo? Não me parece.

A diferença é esta: na Islândia optaram por deixar cair bancos que apenas usaram a falta de regras do mercado. Em Portugal salvou-se um banco que, ao que tudo indica, está afundado em trafulhices.

Um abraço
ASENSIO

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