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O Bico de Gás



Segunda-feira, 21.02.05

E no fim, recomeça


Nascer do Sol em Torres Novas

E, em fim de mais um ciclo, só tenho a dizer que hoje o sol nasce de novo, para todos!
ASENSIO

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às 01:07

Segunda-feira, 21.02.05

E agora ao que realmente interessa

Resultados:

Brancos: 1,81%
Nulos: 1,12%
PCTP/MRPP: 0,8%
PND: 0,7%
PH: 0,3%
PNR: 0,2%
POUS: 0,1%
PDA: 0,03%
ASENSIO

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às 00:32

Segunda-feira, 21.02.05

Os desvarios da juventude

«A Juventude Popular vai lançar hoje nas universidades um abaixo-assinado para que Paulo Portas se recandidate ao próximo Congresso e volte à presidência do CDS-PP»

O cadáver já está a esfriar, mas eles insistem no desfribrilhador...
ASENSIO

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às 00:26

Segunda-feira, 21.02.05

Receios com fundamento

Parece-me que os receios de Paulo Gorjão eram mais que fundados. Santana Lopes não morreu politicamente. Nestas condições, e após uma derrota em toda a linha como foi a de hoje, era normal que Santana se tivesse demitido de uma forma inequívoca, mas ele não o fez. Pior, encurralado, fugiu para a frente. Haverá congresso no PSD, mas Santana Lopes não especifica se será candidato dando a entender que, qual Lázaro, com a ajuda ressuscitadora dos indefectíveis Santanistas, entre os quais muitos autarcas, se poderá lançar numa aventura a Belém. E parece-me que nem o facto de as próximas eleições serem as autárquicas, esses indefectíveis se apercebem do erro que é apoiar o ainda líder do PSD.
ASENSIO

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às 00:12

Sexta-feira, 18.02.05

Umas notas antes da contenda

Depois dos resultados das últimas sondagens uma coisa é certa, aliás era já certa há alguns meses, o PS ganhará no Domingo. Não será uma vitória pura, pois dever-se-á mais à desorientação de um PSD Santanista que se desagrega a cada dia que passa, do que à capacidade de mobilização de José Sócrates.

O único que acredita na vitória do PSD é mesmo Pedro Santana Lopes, pelo que a dúvida que fica é se o PS terá ou não maioria absoluta. E muito se têm referido os partidos sobre essa questão, tanto do lado do BE e da CDU, apelando ao voto útil contra a maioria absoluta do PS, quer do lado do CDS-PP, que além de, enganosamente referir que o voto nos populares permite retirar a maioria absoluta a Sócrates, apela dramaticamente ao eleitorado que lhe dê 10%. Chega-se ao cúmulo de ver liberais com intenções de votar CDU, no distrito de Braga, para retirar mais um deputado a Sócrates.

Já no PS parece nem se pôr a hipótese de governar com maioria relativa. E no forcing final aplica-se uma fórmula de medo ao eleitor, é o pânico eleitoralista nos média, ouve-se António Vitorino, Guterres, Vital Moreira e muitos mais a dizer subtilmente, “tenham medo”. Clama-se dizendo que sem maioria absoluta o governo não terá estabilidade, refere-se que uma maioria relativa equivale a responsabilidade relativa, que Portugal não pode ter outro governo que não cumpra os 4 anos de legislatura.

Ora a maioria relativa não é papão nenhum. A questão da maioria absoluta ou relativa é só mesmo que, enquanto a primeira permite governar-se sem compromissos de maior, fazendo da Assembleia da República um mero intermediário por onde passam as propostas de governação (lembremo-nos das maiorias de Cavaco Silva), a segunda implica acordos de coligação governativa ou pontuais. O PS governará descomplexadamente, com a ideia que não tem que prestar contas a ninguém, ou governará obrigado a compromissos com os partidos com quem fará acordos.

Os possíveis acordos do PS amarrá-lo-iam a um dos extremos do espectro parlamentar. O acordo, já afastado por Sócrates mas possível, tendo em conta a história recente do PS, com o CDS-PP acorrenta a Governação à direita, ao passo que um acordo com o BE, exequível mas já recusado pelos bloquistas, puxaria o PS para a esquerda. A verdade é que, as reformas que Portugal precisa não se fazem ao centro, fazem-se nos extremos. São necessários compromissos e coragem. O centro, tão caro a Sócrates e que lhe permitirá ganhar no Domingo, é que se torna um obstáculo. O centrismo representa o laissez faire, o deixar andar que a coisa compõe-se, o que não é verdade.

Sócrates tem que decidir, já que não o fez durante a campanha eleitoral, se torna o Estado uma ferramenta de impulso ao crescimento, investindo o próprio Estado no desenvolvimento o que, sabendo da situação financeira do país, implica sacrifícios à população, ou se, dando benefícios, permite aos empresários tomar as rédeas do desenvolvimento, puxando estes por Portugal, investindo, criando emprego, emagrecendo a máquina do Estado, permitindo umas maior folga financeira ao país.

A nível pessoal, tendo como adquirida a inércia, a desresponsabilização, a dependência de subsídios, a falta de inovação do universo empresarial português, acredito mais na impulsão feita pelo Estado, acredito que com um Governo com coragem política, as reformas feitas à esquerda dão mais garantias à população e para o futuro, apesar dos sacrifícios óbvios iniciais. Sacrifícios que serão menores se houver, por parte do Governo, um controlo efectivo da fuga de capitais de impostos, por parte de empresas ou de pessoas com riqueza pessoal, erradamente isentas ou fraudulentamente escondidas.

Mas para qualquer uma destas opções, primeiro é necessária a fuga ao marasmo de centro. Não vejo, infelizmente, coragem em José Sócrates para, com maioria absoluta, fazer essa fuga. Por isso me parece que a maioria relativa seria um mal menor, apesar das ameaças de instabilidade, para uma governação a sério.

Mas isto tudo implica uma escolha por parte de Sócrates. Escolha que já deveria ter sido feita, mas como tal não aconteceu esperamos por Domingo para saber com o que contamos do PS. Apartir desse dia, Sócrates lutará com as armas que os eleitores lhe derem.
ASENSIO

P.S.- sabendo da vitória do PS, fica agora a curiosidade em saber quem será o próximo Presidente da República. Com maioria relativa e António Guterres na presidência, o PS não sentirá instabilidade, que aumentará se o Presidente for Cavaco Silva ou Marcelo Rebelo de Sousa. Com maioria absoluta e Guterres na Presidência, será o guterrismo, inocentado e com acesso total ao poder. Com Cavaco ou Marcelo, o PS que prepare os cabazes para carregar os vetos presidenciais.

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às 22:17

Quinta-feira, 17.02.05

Com jeito vai!

Sentem-se todos direitos, arrumem-se um bocado mais, que com um jeito, ainda cabem todos nesse cantinho.

«[...] haverá, então, necessariamente, espaço à direita do PSD para uma formação política-partidária de cunho e com uma identidade ideológica, diria, com um discurso e uma cosmovisão políticas estruturadamente ideológicas. Na minha opinião - a confirmarem-se estas previsões e este resultado do CDS/PP e partindo do princípio de que o PSD, apesar de tudo, não implode, fragmentando-se - esse espaço que parece desocupado só poderá corresponder a uma formação partidária de cunho marcadamente liberal.... »

Marcação do território parlamentar? Que não seja ao género canídeo...
ASENSIO

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às 23:06

Quinta-feira, 17.02.05

Ora toma!


Ora toma! Aqui está o acordo de coligação pós-eleitoral...
Obrigado ao Marasmo do Caos, por ter reparado e pelo belo post.
Vão ver!
ASENSIO

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às 16:38

Quinta-feira, 17.02.05

Dalí


The Great Masturbator, 1929

Por: Salvador Dalí
ASENSIO

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às 16:28

Quinta-feira, 17.02.05

Ouvindo

Cicatriz ESP

Do you recall its name
As it suggested beck and call
This face and heel
Will drag your halo through the mud
Ash of pompei
Erupting in a statues dust
Shrouded in veils
Because these handcuffs hurt to much
Scalpeing these ticketless applause
And when they drag the lake there is nothing left at all
suture contusion
beyond the anthills of the dawning of this plague
said I've lost my way
even if this cul de sac would pay
to reach inside a vault whatever be the cost
sterling clear
blackened ice
when they drag the lake there's nothing left at all

I defected

suture contusion
beyond the anthills of the dawning of this plague
said I've lost my way
even if this cul de sac did pay
to reach inside a vault whatever be the cost
sterling clear
blackened ice
when they drag the lake there's nothing left at all

I defected

beyond the anthills of the dawning of this plague
said I've lost my way
even if this cul de sac did pay
beyond the anthills of said I've lost my way
even if you reach inside a vault whatever be the cost
sterling clear
blackend ice
when they drag the lake there's nothing left at all

this is my last insicion
the stitches have defected
drag me a vessel
coveting all you know see and hear
this is my last incision
the stitches have fallen off
Sterling clear blackened ice
And when they drag they lake there's nothing left at all

I defected


Album: De-loused in the Comatorium
Por: The Mars Volta
ASENSIO

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às 16:17

Quarta-feira, 16.02.05

Delgado Strikes Back

Luís Delgado volta ao ataque com esta Crise? Qual?
A pérola incial:

«Há dois países um, o verdadeiro, que não está em nenhuma crise profunda - como aliás foi referido nos relatórios de reputadas empresas de análise financeira, numa das conferências económicas ontem realizadas em Lisboa, no caso a PriceWaterHouse -, e no qual se prevê um crescimento para este ano, e próximo, acima da média europeia.»

Está provado que o Senhor Delgado não vive a crise como nós, comuns mortais. Não esteve de tanga, não apertou o cinto nem o nó da gravata. Mas Portugal não é só o Bolso do Senhor Delgado.
ASENSIO

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às 20:02

Quarta-feira, 16.02.05

Algumas ideias sobre o debate de hoje

Começo a falar das minhas impressões sobre o debate deste noite para dizer que, quanto a mim, não houve esclarecimentos de propostas para convencer os indecisos, antes pelo contrário. Quem estava indeciso, indeciso ficou.

Ficou também patente que nenhum partido poupou artilharia nos ataques à banca, e se isso é normal nos partidos da esquerda, já não é tão óbvio nos partidos de direita, que se quiseram mostrar como os grandes opositores aos grandes grupos financeiros, o que é manifestamente um embuste. Não são opositores como oferecem benefícios fiscais a estas entidades.

Ficou também, deste debate, o recuo por parte dos partidos PS e PSD em relação à alteração da idade da reforma. O PSD depois de defender o aumento da idade da reforma, diz agora que ela deve ser facultativa, ou seja, se o trabalhador quiser prolongar a idade de actividade, tudo bem ,se não quiser, tudo bem na mesma. Isto não é esclarecedor sobre que medidas vai o PSD adoptar em caso de ser Governo. Já o PS, depois de ter dito que aumentaria esta idade para os 68 anos, agora vem dizer que, pelo facto de o sistema de Segurança Social não parecer falido a curto prazo, é preciso estudar para ver que medida tomar em relação às reformas. Um recuo ou uma tentativa de abafar o que consta no seu programa de Governo? Além disso, a Segurança Social poderá não estar falida a curto prazo, mas se se mantiverem as relações entre cidadão produtivo e cidadão beneficiador de reforma que se verificam hoje, a falência está próxima, e quem é que vai resolver ente problema? Se o próximo Governo não se comprometer em resolve-lo no imediato ficará para quem vier a seguir. Ora, adiar não é solução.

Outra ideia. Não me parece sério da parte do Dr. Paulo Porta e do CDS-PP, dizer que está em disputa directa com o PS em relação ao número de deputados. Mais um caso provado de que cada um olha e vê nos números aquilo que quer. Os votos que faltaram ao CDS-PP para eleger mais um deputado por Braga não transitaram directamente para o PS, permitindo a estes últimos conquistar mais um deputado. Os votos que faltaram ao CDS-PP foram para o PSD, e o PS ganhou esse referido deputado retirando votos ao PSD. O espectro parlamentar tem fronteiras bem definidas. O único partido que parece não obedecer a este preceito, é o PCP, em tempo de eleições CDU, uma vez que parece haver eleitores que divagam directamente do PS para o BE e vice-versa. O Dr. Paulo Portas sabe disto muito bem, mas para não arremeter contra o PSD, acede ao seu centro criativo para debitar estas contas ilógicas.
ASENSIO

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às 00:36

Quarta-feira, 16.02.05

A Carta

A Carta que o Dr. Santana Lopes escreveu (para enviar aos abstencionistas) deve estar a chegar a todas as caixas do correio. É uma ode ao mau gosto, é desprezível, é ignominioso, é característico da personagem que a assina.

"Caro(a) Amigo(a),
Não pare de ler esta carta.
Se o fizer, fará o mesmo que o Presidente da República fez a Portugal, ao interromper um conjunto de medidas que beneficiavam os portugueses e as portuguesas.
Portugal precisa do seu voto para fazer justiça.
Só com o seu voto será possível prosseguir as políticas que favorecem os que menos ganham e que exigem mais dos que mais têm e mais recebem.
Você não costuma votar, e não é por acaso.
Afastou-se pelas mesmas razões que eles nos querem afastar.
E quem são eles?
Alguns poderosos a quem interessa que tudo fique na mesma.
Incluindo a velha maneira de fazer política.
Eles acham que eu sou de fora do sistema que eles querem manter. Já pensou bem nisso?
Provavelmente nós temos algo em comum: não nos damos bem com este sistema. Tenho defeitos como todos os seres humanos, mas conhece algum político em Portugal que eles Tratem tão mal como a mim?
Também o tratam mal a si. Já somos vários.
Ajude-me a fazer-lhes frente.
Desta vez, venha votar. É um favor que lhe peço!
Por todos nós,
Pedro Santana Lopes"

Obrigado a’O País Relativo.
ASENSIO

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às 00:24

Terça-feira, 15.02.05

Não podia concordar mais...

«Humilhante. Foi com algum incómodo que vi, nas páginas do Expresso, Francisco Louçã a colocar uma gravata a pedido dos jornalistas que o entrevistaram. Louçã, certamente de forma inconsciente, aceitou fazer o papel de um animal em cativeiro a fazer umas graçolas para nos divertir. No fim teve direito ao seu torrão de açúcar.»

no Bloguítica

ASENSIO

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às 17:28

Terça-feira, 15.02.05

Uma amostra do que aí vem?

Foi (voltará a ser?) um fartar vilanagem... sic transit gloria mundi.

«Os clubes de futebol [...], poderão estar na posse de declarações das repartições de Finanças afiançando que nada devem. Essa situação aparentemente paradoxal está legitimada por um despacho do ex-ministro Pina Moura, [...]»

ASENSIO

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às 17:18

Terça-feira, 15.02.05

Se o arrependimento matasse?

Mas para além das diabruras de Santana, quem zurziu é que zurziu tanto no PSD até que eles fossem todos embora? Foi o Prof. Marcelo mais as suas críticas, não foi?

«O ex-líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou domingo à noite na Marinha Grande que mais nenhum antigo presidente do partido tenha participado na campanha social-democrata para as eleições legislativas.»

ASENSIO

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às 17:12



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