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O Bico de Gás



Terça-feira, 17.10.06

Putinices

O senhor Rui Rio enganou-se no país em que está ou então julga-se no Portugal de há 40 anos.

«A Câmara Municipal do Porto cortou a iluminação e colocou o ar condicionado no máximo do frio no Teatro Rivoli, onde artistas e espectadores continuam barricados desde a noite de domingo em protesto contra a possibilidade de privatização do espaço.»

[A]dministração do Rivoli ordenou o encerramento da porta lateral do teatro que permitia aos manifestantes comunicarem com o exterior e serem abastecidos de alimentação, cobertores, água e até para trocarem as baterias dos telemóveis.»

Eu relembro-lhe que as pessoas têm o direito de se manifestar, de mostrar indignação e que agora já não pode usar técnicas ditatoriais para demover os manifestantes. Tenho a certeza que tem à sua disposição as medidas judiciais certas que lhe permitam não parecer um pequeno Putin.

ASENSIO

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às 16:21

Terça-feira, 17.10.06

Não tenhamos ilusões

«O número de cidadãos portugueses a viver em situação de pobreza representa um quinto da população, ou seja, dois milhões de habitantes.»

Decretam o fim da crise, rejubilam com crescimento económico porque estão cegos.

ASENSIO

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às 16:17

Terça-feira, 17.10.06

Curiosidades

Título de Isenção do Serviço Militar de 1947


com a particularidade do pagamento obrigatório:



Recibo de pagamento:


(clicar nas imagens para ampliar)
ASENSIO

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às 01:32

Segunda-feira, 16.10.06

Que querem? Só posso rir...

A reacção dos neo-liberais, capitalistas e afins à atribuição do prémio Nobel da Paz a Muhammad Yunus recorda-me que, aqui há uns anos, quando D. Ximenes Belo e Ramos Horta receberam o mesmo prémio, houve muito português a agradecer tal distinção julgando que tal prémio fora atribuído a portugueses e a Portugal.
ASENSIO

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às 17:27

Sábado, 14.10.06

Pró-Vida e Pró-Escolha

“Abortion: Is it Possible to be both “Pro-life” and “Pro-Choice”?” [excerto]
by Carl Sagan and Ann Druyan


So, if only a person can be murdered, when does the fetus attain personhood? When its face becomes distinctly human, near the end of the first trimester? When the fetus becomes responsive to stimuli--again, at the end of the first trimester? When it becomes active enough to be felt as quickening, typically in the middle of the second trimester? When the lungs have reached a stage of development sufficient that the fetus might, just conceivably, be able to breathe on its own in the outside air?


The trouble with these particular developmental milestones is not just that they're arbitrary. More troubling is the fact that none of them involves uniquely human characteristics--apart from the superficial matter of facial appearance. All animals respond to stimuli and move of their own volition. Large numbers are able to breathe. But that doesn't stop us from slaughtering them by the billions. Reflexes and motion are not what make us human.


Other animals have advantages over us--in speed, strength, endurance, climbing or burrowing skills, camouflage, sight or smell or hearing, mastery of the air or water. Our one great advantage, the secret of our success, is thought--characteristically human thought. We are able to think things through, imagine events yet to occur, figure things out. That's how we invented agriculture and civilization. Thought is our blessing and our curse, and it makes us who we are.


Thinking occurs, of course, in the brain--principally in the top layers of the convoluted "gray matter" called the cerebral cortex. The roughly 100 billion neurons in the brain constitute the material basis of thought. The neurons are connected to each other, and their linkups play a major role in what we experience as thinking. But large-scale linking up of neurons doesn't begin until the 24th to 27th week of pregnancy--the sixth month.


By placing harmless electrodes on a subject's head, scientists can measure the electrical activity produced by the network of neurons inside the skull. Different kinds of mental activity show different kinds of brain waves. But brain waves with regular patterns typical of adult human brains do not appear in the fetus until about the 30th week of pregnancy--near the beginning of the third trimester. Fetuses younger than this--however alive and active they may be--lack the necessary brain architecture. They cannot yet think.


Acquiescing in the killing of any living creature, especially one that might later become a baby, is troublesome and painful. But we've rejected the extremes of "always" and "never," and this puts us--like it or not--on the slippery slope. If we are forced to choose a developmental criterion, then this is where we draw the line: when the beginning of characteristically human thinking becomes barely possible.

_______________________________________________

Originalmente publicado na revista
Parade, sob o título “The Question of Abortion: A Search for Answers”, em 22 de Abril de 1990.
ASENSIO

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às 02:04

Sexta-feira, 13.10.06

Seriedades

A seriedade de Francisco Louçã é equivalente à de Vital Moreira. Soube disto ao ler este último a exigir seriedade àquele e tentando defender a Taxa Moderadora de Internamento com semântica.

Mas boa memória tem Paulo Gorjão.

ASENSIO

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às 21:35

Quinta-feira, 12.10.06

Nem para isso foi feita

«Para António Correia de Campos, cinco euros (por dia) é um preço razoável que «nem sequer paga a refeição» que o utente consome quando internado nas unidades do SNS e pouco mais é do que um maço de cigarros ou o mesmo que um bilhete de cinema, disse»

Este tipo de comentário é, no mínimo, idiota. Não sou eu quem vai explicar como é feito o financiamento do Sistema Nacional de Saúde (SNS) ao senhor ministro, mas parece que vou ter que explicar-lhe que a introdução da Taxa de Moderação do Internamento não pode servir para pagar o serviço de saúde, ou parte dele, prestado pelo hospital. Ou então o senhor ministro enganou-se e não se trata de uma taxa moderadora, mas de uma taxa para financiar algo anteriormente gratuito para a população, o que torna tudo ainda mais difícil de explicar...

ASENSIO

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às 23:07

Quarta-feira, 11.10.06

Sem entrar na discussão sobre o que é o quê...

Eu pergunto:

Não terá sido a
sociedade de cooperação voluntária a levar-nos à "comuna" das contribuições coercivas? Penso que a sociedade sabe bem com que tipo de cooperação livre e voluntária pode contar...
ASENSIO

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às 20:17

Quarta-feira, 11.10.06

Novas Taxas

O conceito de Taxa Moderadora para as Urgências implementou-se para moderar o recurso aos serviços hospitalares, muitas das vezes de forma desnecessária.

Agora surge o conceito da Taxa Moderadora de Internamento. Qual a lógica? Será que há necessidade de moderar o acesso ao internamento?

ASENSIO

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às 20:10

Terça-feira, 10.10.06

And we've turned it into a desert


Weymouth Bay

John Constable,
1816
National Gallery, Londres
ASENSIO

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às 21:12

Terça-feira, 10.10.06

Sem comentários

Pat Buchanan, conservador norte-americano, defensor de uma política de imigração mais restritiva, no Daily Show, com John Stewart:

«Vejam o que aconteceu aos índios, tinham uma política de imigração liberal [leia-se permissiva] e vejam o que lhes aconteceu.»


A estas pessoas nunca se lhes acaba a propensão para o disparate.

ASENSIO

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às 20:51

Terça-feira, 10.10.06

Vergonha

«Noventa e quatro por cento das 2.148 execuções levadas a cabo em 2005 foram na China, Irão, Arábia Saudita e Estados Unidos, informou esta segunda-feira a Amnistia Internacional (AI), noticia a agência Lusa.

Os dados foram divulgados por ocasião do Dia Internacional contra a Pena de Morte que se assinala subordinado ao lema «A pena de morte, um fracasso da Justiça».


A organização recorda, por último, que actualmente há pelo menos sete mulheres iranianas em risco de execução por lapidação.


AI começou uma campanha de recolha urgente de assinaturas na página da
Internet para pedir que se comute e pena a estas sete iranianas.»

ASENSIO

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às 00:44

Segunda-feira, 09.10.06

Depois de Cavaco

«O novo procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro, afirmou hoje, na cerimónia de tomada de posse, que o combate à corrupção precisa de "uma maior colaboração entre os vários órgãos do Estado" por ser um crime de "especial gravidade" e "enorme repercussão".»

Alguém tem que mostrar a importância do combate à corrupção já que os dois principais partidos políticos não acharam este combate suficientemente importante para figurar no seu pacto para a justiça. E é muito bom que o recado venha de um dos maiores responsáveis pela justiça em Portugal.

ASENSIO

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às 16:01

Segunda-feira, 09.10.06

Acabou o roubo?

«Afinal, segundo explicou Sócrates, Alberto João Jardim não está a dizer toda a verdade: "O Governo Regional solicitou, este ano, por duas vezes ao Ministério das Finanças, que o autorizasse a contrair um endividamento de cerca de 150 milhões de euros", "tendo-lhe sido dito, por duas vezes, que não se autorizava [o empréstimo]" pela simples razão que em 2005 "tínhamos limites de endividamento, já que isso poderia afectar o défice de Estado", afirmou.

Só que, este ano, veio a surpresa, quando o Ministério das Finanças "foi confrontado com a situação reportada pelo Banco de Portugal e que nos dava conta de que, afinal, esse empréstimo tinha sido na prática realizado". Portanto, Teixeira dos Santos "fez aquilo que devia", ou seja, "escreveu ao Governo Regional da Madeira pedindo explicações sobre este facto" e reservando uma posição a tomar depois dos esclarecimentos.

Posto isto, "o que o ministro das Finanças fez [suspendeu este mês o montante de 50 milhões de euros relativos à última tranche de transferências] foi "apenas cumprir uma lei da República e o artigo 70.º do OE", redacção herdada de governos anteriores.»

Disto tira-se que, além de Alberto João Jardim ter perdido parte do financiamento, houve Governos que, para não o enfrentarem, não cumpriram a Lei da República e o tal artigo 70.º.

ASENSIO

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às 15:52

Sábado, 07.10.06

Notícias consecutivas

Hoje, Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, ficamos a saber que Fidel pode sofrer de cancro.
ASENSIO

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às 22:37



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