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O Bico de Gás



Sábado, 09.06.07

"E inda há quem faça propaganda disto" (III)

No acampamento

A noite, muito suave e cheia de luar, passou-se no acampamento; e os rapazes da
Mocidade nem queriam acreditar que estavam em Lisboa, porque o ar puro e fresco daquela manhã de Maio tinha o perfume das flores do campo.
Os
lusitos, os infantes e os vanguardistas, vindo de todas as províncias, dormiam e sonhavam ainda, quando um toque vibrante de clarim os despertou: Tatá... Tatatá!...
-Eh! rapazes! - gritaram os
comandantes de castelo. - É o toque de alvorada. Levantar! Levantar!
O sol não tardou a erguer-se também para tornar mais lindo aquele dia 28 de Maio - dia de festa da
Mocidade Portuguesa.

Todos se aprontam. Das tendas de lona do acampamento saem centenas e centenas de rapazes, desembaraçados e alegres, para assistirem, à missa campal.

Batem as dez horas. Vai ser saudada a Bandeira. Todos os castelos estão formados em quadrado. ao centro vêem-se os guiões azuis e amarelos e as bandeiras brancas e vermelhas.
Toca a
sentido. logo a seguir, ouve-se o toque da continência. Os rapazes, direitos e firmes como estátuas, estendem o braço.
Está a ser içada a bandeira nacional!


PORTUGAL. Ministério da Educação Nacional, O livro da segunda classe, 6ª ed.. Porto: Editora Educação Nacional de Adolfo Machado, 1958.
ASENSIO

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às 16:04


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