Terça-feira, 04.12.07
Lá acertaram o preço em 400 Milhões de Euros:«O executivo da Câmara de Lisboa e os deputados municipais do PSD chegaram a acordo para a contratação de um empréstimo de 400 milhões de euros, uma solução de compromisso apresentada pelos sociais-democratas e aprovada por maioria na Assembleia Municipal.»
O dr. de Gaia bem pode argumentar, mas o braço-de-ferro que o seu partido impôs foi artificial e irresponsável porque o empréstimo era o caminho lógico a seguir, como se prova pela nova proposta apresentada (a primeira, que recorria à venda de património, não tinha qualquer credibilidade e serviu apenas para prolongar a questão até hoje). Até pela posição das outras forças políticas se nota que esta não era uma questão política, era sim de uma urgência para o natural funcionamento da autarquia.
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Terça-feira, 04.12.07
«O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu hoje que a Cimeira UE-África, que se realiza em Lisboa no próximo fim-de-semana, será positiva pelas presenças de chefes de Estado e de Governo confirmadas.»
Esta é das poucas vezes que concordo com Sócrates. A Cimeira UE-África, pela quantidade de tiranos, caudilhos, ditadores, opressores, déspotas, corruptos, magnatas larápios e caciques (e os seus séquitos), será claramente um êxito. O martirizado povo africano merece, há muito, uns dias sem governantes desta estirpe.
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Terça-feira, 04.12.07
«A taxa de desemprego em Portugal em Outubro foi de 8,2 por cento, em vez dos 8,5 por cento anteriormente referidos, indicou o gabinete de Estatísticas das Comunidade Europeia.»
A estranheza do nosso Primeiro-Ministro para com o número inicialmente avançado pelo Eurostat tinha razão de ser, 8,2 por cento de taxa de desemprego já é um número porreiro, pá. Só que a correcção do valor deixa tudo absolutamente na mesma. Portugal tem dos piores índices de desemprego na Europa e as políticas deste governo não deixaram de ser um fracasso nesta matéria. O PM não pode suspirar de alívio e admoestar os partidos, porque as críticas da oposição mantêm-se actuais. 8,2% de desemprego é uma calamidade a que este governo não tem sabido dar resposta.
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Segunda-feira, 03.12.07
Há coisas muito piores do que dar o nome de Maomé (Mohamed) a um peluche para crianças. Há vários exemplos que constituem, esses sim, verdadeiros insultos ao nome Mohamed e às crenças do Islão. Deixo-vos apenas este:Mohamed Atta, muito provavelmente o líder dos atentados mais mortíferos dos tempos recentes, é também homónimo do profeta.
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Domingo, 02.12.07
«O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, afirmou sábado à noite que o Governo de José Sócrates começou a «abrir brechas» na sua imagem perante o país, alegando o comportamento «contraditório» que demonstrou nas últimas semanas, refere a Lusa.»
O doutor de Gaia que não se iluda. Não é pelas suas intervenções políticas como líder da oposição(?) que essas brechas se abriram. A fragilização do governo provém, em grande parte, do seu próprio comportamento contraditório e erróneo. Mas não só, as acções sindicais, como a greve do último dia 30 que, mesmo não tendo sido peremptória, foi um grande sinal de alerta dos trabalhadores. E no meio disto tudo, onde entra a liderança do PSD? Em lado algum.
Aliás o único assunto em que o PSD parece ter grande relevo é na nova crise da Câmara de Lisboa, onde tem vindo a actuar de forma a impossibilitar a governação da autarquia, mesmo quando todas as outras forças políticas se entendem no caminho a seguir. Ainda havemos de descobrir se as directrizes desta actuação descarada provêm ou não do novo líder social democrata.
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Sábado, 01.12.07
Nos teus olhos altamente perigosos
vigora ainda o mais rigoroso amor
a luz dos ombros pura e a sombra
duma angústia já purificada
Não tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila
quase medita
e avança mugindo pelo túnel
de uma velha dor
Não podias ficar nesta cadeira
onde passo o dia burocrático
o dia-a-dia da miséria
que sobe aos olhos vem às mãos
aos sorrisos
ao amor mal soletrado
à estupidez ao desespero sem boca
ao medo perfilado
à alegria sonâmbula à vírgula maníaca
do modo funcionário de viver
Não podias ficar nesta casa comigo
em trânsito mortal até ao dia sórdido
canino
policial
até ao dia que não vem da promessa
puríssima da madrugada
mas da miséria de uma noite gerada
por um dia igual
Não podias ficar presa comigo
à pequena dor que cada um de nós
traz docemente pela mão
a esta pequena dor à portuguesa
tão mansa quase vegetal
Mas tu não mereces esta cidade não mereces
esta roda de náusea em que giramos
até à idiotia
esta pequena morte
e o seu minucioso e porco ritual
esta nossa razão absurda de ser
Não tu és da cidade aventureira
da cidade onde o amor encontra as suas ruas
e o cemitério ardente
da sua morte
tu és da cidade onde vives por um fio
de puro acaso
onde morres ou vives não de asfixia
mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal
Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti
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Alexandre O'Neill
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Sábado, 01.12.07
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