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O Bico de Gás



Sábado, 26.04.08

Ralhete vazio para encher o nada...

Há um receio/questão que se me insurge no pós-ralhete de Cavaco Silva e que não passa pela óbvia responsabilidade de Cavaco, como agente político há mais de 20 anos, pelo alheamento da sociedade em relação à política. Como não acredito num eco positivo vindo dos deputados da AR, pergunto-me se o objectivo máximo dos responsáveis políticos não será precisamente afastar os cidadãos das esferas de decisão, admito que de forma inata e inconsciente, eternizando, elitizando e monarquizando os seus cargos e magistraturas.

A política portuguesa, opaca, impenetrável, repleta de lucros escondidos e com o interesse nacional, imperceptível, diluído nos compadrios deteriorantes do sistema, tem-se mostrado ferramenta perfeita para o afastamento da sociedade civil, que tem desistido até de se envolver quando, por obrigação democrática, é chamada a decidir. Por vezes temo que tal perfeição só possa existir como consequência de um interesse colectivo superior.


Estarei a isentar em demasia a sociedade civil do problema? Talvez. Mas acredito que o esforço tem que ser feito de ambos os lados e que o lado político não se tem coibido em desviar o comum cidadão das áreas de decisão. Temos
provas evidentes disso...
ASENSIO

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às 21:17

Sábado, 26.04.08

O deve e o haver

«José Sócrates admite que tem havido abusos e revela que com a nova legislação laboral, pela primeira vez os patrões vão pagar pelos recibos verdes.
“A empresa passa a pagar. E passa a pagar cinco por cento daquilo que é a contribuição para a segurança social”, afirmou José Sócrates [...] “Uns dizem que é pouco, outros dizem que é muito. Cinco por cento é aquilo que nós achamos razoável e justo”, acrescentou.»

Neste aspecto não se pode considerar a contribuição como "razoável e justa", ela tem que ser eficaz para o objectivo pretendido. Ora a medida de "penalização" da empresa que mantenha trabalhadores a recibos verdes só será verdadeiramente aplicável se, pesando o deve e o haver, a empresa se vir realmente penalizada na sua actuação. Se o pagamento de 5% se revelar um mal menor perante a regularização dos trabalhadores, as empresas não hesitarão em pagar a contribuição para a Segurança Social, legalizando assim a precariedade laboral.

ASENSIO

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às 17:43


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