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O Bico de Gás



Sábado, 22.08.09

Blogues para quê?

«Politicamente falando, e em termos muito imediatos (eleitorais), o exercício dos blogues é largamente supérfluo: no essencial, prégam para os já convertidos. Nem o “Jamais” consegue fazer esquecer as dificuldades do PSD como alternativa, nem muito menos o “Simplex” consegue afirmar o PS como hegemónico à esquerda (”o grande partido da esquerda democrática portuguesa”) – que é aquilo que, eleitoralmente falando, realmente lixa o PS.»

Blogues eleitorais para quê e para quem? Grande parte dos bloggers, essa maralha, é uma turba muito independente e opinativa. E como diz o outro, os independentes são muito imprevisíveis. Há poucos blogues conformativos (ainda bem). Os que o são, são precisamente os blogues eleitorais. Quem escolhe dizer "amém", género deputado de segunda fila, não precisa de um blogue e se o tem este é absolutamente frívolo e inócuo.
ASENSIO

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às 23:48

Sábado, 22.08.09

Direitos e deveres

Não sei até que ponto neste artigo d' O Inimputável (via jamais) se confunde "direito" com "facilitismo". Em teoria, o facilitismo, ou pondo nos termos do Inimputável, a sobrevalorização dos direitos sobre os deveres, criarão, sem dúvida, insatisfação, imaturidade e egoísmo.

Mas estes direitos, os naturais, necessários, se balanceados com os deveres, trarão uma sociedade mais equilibrada, socialmente consciente e igualitária. Um "direito" por si só não é nocivo, a focagem mimada e exclusiva nele é que levanta dúvidas.


O chamado "culto dos direitos", atribuído à extrema-esquerda explica-se facilmente: são estes os primeiros a serem truncados e reduzidos. Não é necessária uma redução de direitos, que é o que tem vindo a acontecer. Será preciso "apenas" a responsabilização de cada cidadão, salientando os deveres que advêm com cada direito.

Verdade é que ninguém, na sociedade de hoje, faz o discurso de valorização do dever sem resvalar para o atacar das "regalias".

ASENSIO

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às 15:18

Sábado, 22.08.09

Cristão-novo

«O líder líbio Muammar Khadafi encontrou-se com Abdelbaset Ali al-Megrahi, libertado na quinta-feira depois de ter sido condenado a prisão perpétua por fazer explodir um avião da Pam AM sobre Lockerbie, na Escócia, em 1988. Megrahi foi recebido na Líbia como um herói e ontem Khadafi agradeceu ao primeiro-ministro britânico Gordon Brown e à rainha Isabel II por terem “encorajado” a libertação e prometeu uma maior cooperação com o Reino Unido.»

Prova-se que a conversão de Khadafi é irreal. Se a Líbia estivesse mesmo empenhada numa aproximação e cooperação aos estados ocidentais a recepção apoteótica a Megrahi seria impossível. Isto revela como o país ainda se identifica com os praticantes de actos terroristas. Ainda assim, jogando com um pau de dois bicos, Khadafi faz juras de agradecido ao Reino Unido. Acredita quem quer.
ASENSIO

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às 13:20

Sábado, 22.08.09

A coerêcia de Portas

«Sem uma maioria à vista de PS ou PSD, surgem as dúvidas sobre quem poderá formar Governo com um dos dois maiores partidos portugueses. Paulo Portas assume, em entrevista ao jornal «Expresso», que poderá ser o fiel na balança.»

Como já se disse aqui, dorme com qualquer um, desde que isso lhe traga dividendos.
ASENSIO

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às 13:16

Sábado, 22.08.09

Roda o palco

«Porém, a polémica criada pelas escolhas de Preto e Lopes da Costa para a lista por Lisboa (oitavo e décimo lugares, respectivamente) são menores perante “o facto de que um novo governo Sócrates significaria um incremento da instabilidade social e um arrastar do país para um cada vez maior endividamento”.

Notando que o país precisa de um “Bom Governo, mesmo que não seja o Perfeito”, Pacheco Pereira escreve que “não há milagres a aparecer pelas esquinas”. “Não estão cá os nossos amigos, não está cá a nossa tribo, estão cá alguns inimigos fidagais? Paciência. Está quem está. E está o país, Portugal, que precisa bem mais da nossa vontade do que das nossas distracções.”»


Distracção é este artigo de JPP, que consegue relacionar a inclusão do engessado António Preto e de Lopes da Costa com a necessidade de um novo governo. Lamento desiludi-lo, mas não será incluindo estas duas personagens nas listas sociais democratas que teremos um novo rumo. A não colocação dos candidatos arguidos também não faria José Sócrates ganhar novo mandato.

Não há relação possível, JPP apenas procura entreter-nos, desviando a atenção das más escolhas de Ferreira Leite, para a "causa maior" que é derrotar Sócrates. E como esquecer as tretas, as más escolhas e atitudes de MFL quando são elas que definirão as suas opções políticas em caso de vitória? O artigo é inútil, mas JPP é um mestre do spin.

ASENSIO

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às 04:17


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