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O Bico de Gás



Terça-feira, 29.09.09

Cavaco over and out

As declarações de Cavaco em vez de esclarecerem lançaram gasolina para a fogueira. Cada vez são maiores as interrogações.

O PR suspeita que o partido do Governo manipula a opinião pública e o tenta trazer para a luta politico-partidária, colando-o ao maior partido da oposição, mas permite que tal suspeita se avolume para além das eleições legislativas. Tal desconfiança, devido à sua gravidade, era mais do que suficiente para uma declaração instantânea e um esclarecimento à população.

Sobre a divulgação do e-mail entre os jornalistas do Público, o PR refere que tem "sérias dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas". Não pode ter dúvidas. O seu assessor tem que ter a sua confiança. Logo, Cavaco Silva tem que ter a certeza das movimentações de Fernando Lima.

Mais, o PR, após essa divulgação pelo DN, interessa-se pela segurança dos seus próprios recursos informáticos. "[S]erá possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails? Estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida?”. Isto não é mais do que aumentar as suspeições, em vez de esclarecer.

A cooperação institucional tornou-se confrontação institucional. Não é uma guerra deste género que Portugal necessita.
ASENSIO

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às 20:23

Terça-feira, 29.09.09

A natureza de Louçã

«Com os resultados do Bloco de Esquerda, se Francisco Louçã fosse um político responsável nunca o poderíamos ouvir falar em “vitória” ontem. O objectivo de um partido de esquerda responsável seria, retirando a maioria absoluta ao PS, ter mandatos suficientes para conseguir uma maioria em conjunto com este partido. (Para uma coligação ou para um simples acordo parlamentar, depois se veria.) Mas não assim. Excluído que parece estar um acordo com a CDU (a menos que se queira Portugal fora da NATO e da União Europeia), uma maioria de esquerda só me parece possível para propostas “fracturantes” ou em casos pontuais como um imposto sobre as grandes fortunas. A esquerda responsável, por isso, falhou. Mas nada disso parecia importar a Francisco Louçã, que estava mais preocupado com o seu partido do que com a governação do país. Sempre ouvimos falar da “arrogância” de José Sócrates. Após o que ouvimos ontem, será mesmo Sócrates o “arrogante”? A primeira coisa que o líder do Bloco de Esquerda fez, na noite de ontem, foi “exigir” a substituição de Maria de Lurdes Rodrigues sem propor nenhuma contrapartida. Ao ouvi-lo, apeteceu-me que Sócrates descesse ao átrio do Hotel Altis acompanhado da ainda ministra da Educação, anunciando que a manteria no seu cargo se fosse designado primeiro ministro. A verdadeira natureza de Francisco Louçã, escorpião pronto a picar a rã que o poderia ajudar a atravessar o rio, revelou-se aqui. Quem pudesse ter pensado na viabilidade de uma coligação do PS com um partido liderado por este indivíduo terá encontrado aqui a resposta. Enquanto o Bloco não decidir se é um partido de poder ou de protesto, tal não será possível. Mas, para o Bloco ser um partido de poder, terá que ser com outro líder. Neste momento, Francisco Louçã é o maior problema da esquerda portuguesa.» - Filipe Moura, no Esquerda Republicana.

Não podia concordar mais.
ASENSIO

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às 11:47


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