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O Bico de Gás



Terça-feira, 15.12.09

Condenar a agressão a Berlusconi

«Só há uma atitude possível em relação à agressão violenta a Berlusconi: a condenação. Sobretudo pelos seus opositores.Sobretudo à esquerda.» - Medeiros Ferreira, Bicho Carpinteiro.
ASENSIO

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às 17:35

Terça-feira, 15.12.09

A oposição anedótica

«Não me venham dizer que a oposição quer que Sócrates caia nos tribunais porque não o consegue derrotar nas urnas. Não sei se existe essa oposição, mas se existe eu não faço parte dela.»

Pacheco Pereira consegue, num mesmo artigo, afirmar-se uma coisa para, logo nas frases seguintes, mostrar que realmente faz parte dessa oposição oca de ideias.

«Não foi a oposição que andou a manipular currículos académicos, não foi a oposição que andou a assinar projectos de casas pagos não se sabe muito bem como e com que estatuto fiscal, não foi a oposição que inventou o senhor Charles Smith, e o tio e os primos, não foi a oposição que inventou Armando Vara e o “Face Oculta”, não foi a oposição que mentiu ao parlamento sobre o ainda obscuro processo da TVI, etc, etc. Demasiados eteceteras.»


É verdade que a oposição não mergulhou o PM em nenhum destes casos, mas o repisar das situações judiciais em que Sócrates se vê envolvido é a estratégia clara de quem defende a sua derrota pela Justiça. É a táctica desgastada de JPP no pós-asfixia democrática.

A verdade é uma: Sócrates ganhou. E ganhou apesar das referidas desconfianças. Prova de que o eleitorado português desconfiou (e desconfia) muito mais das competências governativas desta oposição.
ASENSIO

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às 17:14

Terça-feira, 15.12.09

Berlusconi [adenda]

Impossível não falar da personagem devido aos últimos acontecimentos. Estes parecem ter feito aparecer algumas fracturas à esquerda, mais entre os que escrevem de arrasto e a-dias (a direita está preenchida com a acusação e vitimização), que pareciam não ser óbvias: os que aceitam a acção violenta como forma de protesto político e os pacifistas para quem esta agressão é reprovável e/ou, imagine-se, inoportuna - pacifistas de ocasião, portanto.

Berlusconi não me suscita simpatia alguma. O instinto primário grita-me o bordão "bem feito" ou "teve o que merecia", mesmo após ver as imagens que poderiam suscitar-me a lástima ou compaixão óbvia de ver alguém ferido. Mas, apesar disso, vivo e acredito na Democracia e no Estado de Direito que me guiam a outro nível de instinto. Por isso é-me impossível ver qualquer tipo de actuação digna no agressor (cujas competências psicológicas em nada interessam), qualquer tipo de desculpabilização política ou outra. É uma agressão, deve ser lida, reprovada como tal e castigada como se espera da Lei. A derrota de Berlusconi prefiro que seja na urnas ou na Justiça.
ASENSIO

[adenda]
E qual o ganho político directo do acto de agressão em si próprio? Seja com Berlusconi, Soares na Marinha Grande ou Vital Moreira no 1º de Maio, algo mudou? O (a)proveito político são apenas as suas consequências.

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às 00:34


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