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O Bico de Gás



Segunda-feira, 10.05.10

"Vou ali e já venho"

A pressão do pensamento único é tão grande que só o PCP teve a coragem de dizer NÃO ao "empréstimo" à Grécia. Como é óbvio, a concessão deste empréstimo, que alguém decidiu por nós, é inseparável das condições que são ditadas à Grécia para o receber. Essas condições são um PEC grego, que absolve os responsáveis pela crise, e que faz recair sobre os trabalhadores gregos sacrifícios iníquos e inaceitáveis: cortes de salários, privação de subsídios de férias e de natal, despedimentos. Este PEC imposto à Grécia, condena este país a uma profunda recessão e não é solução para crise nenhuma.

Apoiar este "empréstimo" seria reconhecer que não há outro caminho que não seja esta União Europeia ditada pelos interesses do capital financeiro, contra os cidadãos e os seus direitos.

Revejo-me o orgulho-me da posição do PCP, precisamente por ser solidário com a Grécia. Se aprovar este "empréstimo" é ser solidário com a Grécia, vou ali e já venho...
António Filipe

Apesar de considerar António Filipe um dos melhores deputados da nossa praça parlamentar, não consigo concordar com estes argumentos.

O motivo é simples: as ditas condições do PEC grego seriam aplicadas mesmo sem empréstimo. Constavam já no caderno de encargos do Governo grego. Não condena os responsáveis pela crise é certo, mas esta ajuda poderá, dependendo da justeza da sua aplicação, aliviar os sacrifícios do povo grego, que, de outra forma, poderia ser ainda mais sacrificado.

Para além da UE do capital financeiro, que existe quer queiramos quer não, também tem que existir a da solidariedade entre povos. E parece-me que o PCP, na sua ânsia de combater o capitalismo europeu, se esqueceu desta última.
ASENSIO

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