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O Bico de Gás



Sexta-feira, 11.03.05

Relação EUA-Europa

Não concordo nada com este editorial de José Manuel Fernandes, no Público de hoje. E não concordo porque foi deixado de fora um factor de extrema importância que pode ter sido o verdadeiro responsável pela “mudança de tom” dos ditos críticos de Bush.

As últimos triunfos conseguidos no Médio Oriente têm, sem dúvida, arte dos EUA, mas também da Europa, que têm impulsionado esta zona do Mundo para regimes democráticos. Mas tal acontece, em grande parte, devido ao falecimento de Yasser Arafat, facto que também não pode ser esquecido.

Mas no Médio Oriente situa-se também o motivo máximo das críticas ao presidente americano, o Iraque. E lá, tudo o que os críticos previram que acontecesse, aconteceu. Aumentou o terrorismo na zona, o extremismo ampliou-se e a guerra está realmente a ser um desastre, tanto para os EUA, onde paira o fantasma Vietname, e Aliados, como para os próprios iraquianos. Portanto, se “o tom mudou”, não foi porque os críticos deram o braço a torcer e reconheceram as razões ou os resultados das políticas neoconservadoras de Bush. Segundo José Manuel Fernandes, até na imprensa alemã ter-se-á começado “a instalar a dúvida: será que Bush tinha afinal razão?”, mas, mais uma vez, esta interrogação não é pela astúcia desses “idealistas loucos”, como W.

O que aconteceu foi que os americanos deram legitimidade, e desta vez uma legitimidade autêntica, ao seu presidente para executar um novo mandato. Como Bush bem sabe, foi uma vitória sobre a imprensa americana hostil, os críticos e sobre os estados europeus que se recusaram a aventurar-se pelo Iraque. Na luta ao terrorismo nada se consegue sozinho, e a prova disso são os próprios EUA. Daí a necessidade de reatar as relações transatlânticas, que a Europa conhece, mas não é devido aos (poucos) resultados positivos das politicas americanas. É uma necessidade tão óbvia que permite que Bush venha passear-se pela Europa, como que distribuindo doces pelos seus parceiros.

A Europa, e os críticos, olham de outro modo para o presidente americano porque, internamente, o povo americano reconduziu George W. Bush, e o seu executivo, o que obriga aqueles a trabalhar com estes por mais quatro anos. Isto se quiserem chegar a algum resultado.
ASENSIO

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