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O Bico de Gás



Sábado, 25.10.08

Um pouco de transparência

Há algo simples que Fernando Ulrich parece não entender: o aval disponibilizado pelo Estado aos agentes financeiros só deveria ser activado para bancos que sintam os efeitos da crise. Ulrich insiste, no seu discurso engasgado, que pelo menos o BPI não se encontra descapitalizado. Então não lhes devia ser facultado o acesso às garantias estatais. Estará a banca a apregoar esta possibilidade para fazer aumentar a confiança nas suas instituições? Era importante conhecer as condições e garantias exigidas pelo Governo para conceder este aval e em que circunstâncias se podem os bancos socorrer dele para evitarem a carência de capital.
ASENSIO

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às 15:59


5 faíscas

De Anónimo a 26.10.2008 às 23:11

"Temos de estar preparados para viver os próximos trimestres em condições muito exigentes, quer ao nível do sistema financeiro, quer ao nível da economia real", disse o líder do BPI.
"A situação deverá estar a obrigar os agentes a rever algumas das suas intenções de investimento", admitiu. "As contas dos bancos já começam a reflectir um abrandamento da procura de crédito, quer das empresas, quer das pessoas, que estão mais cautelosas nas suas decisões".
(in publico.clix.pt -24.10.2008)



Se BPI "não se encontra descapitalizado";
LOGO
As Empresas e os Particulares,provavelmente, não perderão a confiança nesta instituição financeira;
E o BPI não terá necessidade de solicitar o Aval ao Estado.

Será assim tão lógico?...

De C3H8 a 26.10.2008 às 23:39

Por muito que Fernando Ulrich apregoe que o seu banco não se encontra descapitalizado, isso não implica um aumento de confiança na sua instituição.

Por outro lado, admitir recorrer ao aval do Estado pode ter um efeito perverso e contrário ao que seria de esperar em termos de confiança. É como se a banca admitisse que realmente está com problemas.

Mas nada disto é lógico, coerente ou racional. E parece ser do interesse de todos que assim continue. O comum, rude e inculto cidadão paga e pronto...
ASENSIO

De Anónimo a 27.10.2008 às 19:12

Caro ASENSIO,

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), João Salgueiro, disse hoje que:
- "o anúncio que os bancos públicos fizeram de poderem vir a utilizar a garantia do Estado foi "bem feito" e "útil"".
- Elogiando esta acção concertada entre bancos, João Salgueiro considerou que "os reflexos poderiam ter sido "piores" se as instituições não tivessem mostrado essa disponibilidade".

Porque não admitem as instituições financeiras, de uma vez por todas, que estão "carregadas" de dificuldades...

De C3H8 a 27.10.2008 às 19:38

Admitir tal coisa faria descer a confiança nas suas instituições. E desceria de tal forma que levaria os seus clientes a correr levantar as suas poupanças.

Eles sabem que estão em dificuldades, nós também. Mas enquanto ninguém pronunciar a palavra "crise" é como se ela não existisse...
ASENSIO

De Anónimo a 27.10.2008 às 21:57

Pois é...

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