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O Bico de Gás



Sexta-feira, 16.10.09

A propósito de Deus Pinheiro

«Deus Pinheiro começou a sua carreira política como ministro da Educação, se não erro. Foi cooptado por um cultor da «boa moeda» fora de circulação como Cavaco Silva que também começou a sua vida política institucional pelo governo e não me lembro que tenha sido deputado. Depois Deus Pinheiro foi ministro dos Estrangeiros, Comissário Europeu, novamente indicado por Cavaco. E eleito deputado ao Parlamento Europeu, cargo que exerceu. Agora foi eleito deputado à AR, e resignou meia-hora depois de ter tomado posse. Num país em que a actividade parlamentar tem má imprensa, em que nenhum ex-presidente da República voltou à AR, em que Santana Lopes foi o único antigo primeiro-ministro que se dignou voltar a ser deputado, a atitude de Deus Pinheiro é sintomática de uma certa cultura nacional. Sair da AR é quase uma questão de estatuto político e social...» - Medeiros Ferreira, Bicho Carpinteiro.

Cá, neste rectângulo à beira mal plantado, ser deputado é quase como estar no fundo da cadeia alimentar política, apesar das inúmeras referências à honorabilidade que o cargo realmente tem. Deus Pinheiro tinha uma oportunidade de mostrar isso mesmo, mostrar sentido de Estado e majorar o empenho na actividade política. Preferiu utilizar o seu estatuto, seja ele qual for, de uma forma desprezível. Mal vai a política de um país onde quem dá os melhores exemplos é Santana Lopes.
ASENSIO

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