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O Bico de Gás



Sexta-feira, 03.06.05

Uma ideia não morre

Depois do “não” vencer os referendos francês e holandês, surge na Europa um vento de desalento e de imobilismo. Pensam os acérrimos europeístas e euroburocratas que o continente perdeu o rumo, coalhou, esmoreceu, que não mais vai querer dar o passo concludente para uma união duradoura, perdendo o comboio para a estação das superpotências onde já vai a China a todo o vapor. Mas meus caros, alegrem-se...

Vou animar-vos relembrando de uma passagem do currículo de filosofia do secundário: Uma ideia não morre. Não é por destruirmos todas as rodas que o mundo tem que a ideia desse objecto morre. Enquanto houver no Mundo um homem com a ideia de como construir uma, sempre poderemos voltar a reproduzir tal objecto, e logo o Mundo volta a estar repleto de rodas. Da mesma forma quando o homem sentiu necessidade de transportar coisas, objectos comida, etc, a primeira roda que construiu e usou, era uma circunferência irregular, nunca uma roda perfeita.

Isto tudo serve para dizer que a ideia de uma Constituição para a Europa se mantêm muito viva, talvez mais agora do que antes dos referendos. Que se os eleitores recusaram este Tratado é porque este, não sendo perfeito, pode e deve ser melhorado. É esse o trabalho da Europa unida nos próximos tempos, é esse o vosso objectivo. E este percalço, ao invés de vos decepcionar e abater, deve estimular-vos para aperfeiçoar um Tratado, que por ser necessário, é um passo importantíssimo para uma União Europeia coesa e realizada.
ASENSIO

P.S.- a prova, infeliz, de que uma ideia não morre é o nazismo. Hitler morreu, mas a sua ideologia infelizmente persiste nas mentes de alguns... certo?

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