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O Bico de Gás



Quinta-feira, 30.12.04

Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras

Li atentamente a crónica de Vasco Graça Moura ao DN. Não sendo, de todo fã do PS, acho que o referido eurodeputado do Social Democrata faz mal em referir-se ao PS sem olhar para dentro do seu próprio partido.
Começa logo no primeiro parágrafo:

“[...]O PS anda numa roda viva e desmultiplica-se em iniciativas, comícios, jantares, cerimoniais, declarações, artigos de imprensa, promessas à queima-roupa, disparadas em todas as direcções[...]”

A roda viva do PS é de perto seguida peça azáfama do PSD, com os jantares na FIL, onde até funcionários da Câmara de Lisboa são convocados a aparecer para que o número de convivas se equipare ao número de Socialistas presentes no festim respectivo.
Já agora quando refere:

“[...]Mas o PS não tem nada de novo nem de construtivo a propor[...]”

O PSD tem algo de novo? É bom que tenha porque as novidades dos últimos meses não podem continuar em 2005, caso o PSD seja reeleito. Mas parece que o povo Português também não acredita nas novidades PSD.
Continuando a ler a sua eloquente opinião:

“[O PS] Criou o caos e propõe-se preparar alegremente o regresso ao caos. Aplicou o laxismo e não deseja a consolidação orçamental. Estimulou o consumismo e o endividamento desenfreados e volta a acenar aos portugueses com essas aliciantes perspectivas”

O laxismo evidente de Santana Lopes criou a ordem que se vê, também conseguiu a consolidação orçamental que Portugal menos precisa (a das receitas extraordinárias), não foi por isso melhor que os Governos PS. Apelou ao mesmo tempo que a retoma estava aí e isto também é um incentivo ao consumismo, despesismo e endividamento, com a agravante de tudo isto ser feito sabendo o Governo de PSL que retoma nem vê-la.
E sei que concorda comigo porque logo a seguir diz:

“[...]a economia tarda em arrancar, o desemprego tarda em diminuir, a contenção do défice continua a ser problemática, a política anda numa grande e agravada confusão, o País está pouco ou nada motivado, a idade de ouro das ajudas europeias já lá vai[...]”

Num pais onde quem assume lugares de destaque são pessoas sem qualificação, sem responsabilidade, sem criatividade, sem empenhamento, sem qualquer tipo de imaginação, culpar os funcionários públicos admitidos durante o Governo PS pelo marasmo, pelos “corporativismos estanques, conservadores e sobretudo refractários a reformas” é culpar a arraia miúda do reino pelas asneiras reais.

O PSD, no Governo desde 2001, não conseguiu, nem tentou, diminuir o número de funcionários admitidos, nem para fazer decrescer a evasão fiscal, nem diminuir a dependência das empresas privadas do aparelho estatal. Mas de certeza que vai propor/prometer subsídios se isso lhe trouxer benefícios, é a lei da campanha eleitoral.

E o povo não percebe “A atracção do abismo “ que muitos políticos, não só José Sócrates, demonstram admiração. Acabo só comparando o PS ao PSD num estribilho popular: “São duas faces da mesma moeda.”
ASENSIO

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